Fechamento de mês: Abril termina com tensão global e freio nos cortes de juros no Brasil

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No último pregão de abril, o Giro do Mercado realiza uma edição especial de fechamento de mês. Nesta quinta-feira (30), as jornalistas Paula Comassetto e Giovana Leal recebem Ruy Hungria e Lais Costa, analistas da Empiricus Research, para comentar os principais destaques que impactaram os investidores nesse período.Os mercados globais atravessaram abril sob forte volatilidade, com a guerra no Oriente Médio, a disparada do petróleo, a inflação e as decisões de juros no centro das atenções. O mês chega ao fim sem um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.No Brasil, o Banco Central anunciou ontem (29), a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano, enquanto, no campo corporativo, a temporada de resultados do 1T26 segue movimentando o mercado.De acordo com Costa, a decisão de juros no Brasil foi muito impactada pelo cenário de guerra. Para ela, o preço de energia é o mais importante da economia e afetou diretamente os números de inflação para cima. A volatilidade causada pelo fim do conflito foi refletida nas decisões do Copom. “O viés esperado pelo mercado era de aceleração do ciclo de corte de juros, mas a decisão de ontem mudou completamente esse entendimento. Agora, esperamos uma tendência de pausa”, explicou.O programa também apresentou as principais altas do Ibovespa no mês, com a liderança de Usiminas (USIM5) em crescimento de 20,9%. Em seguida, Gerdau (GGBR4), Auren (AURE3) e Hapvida (HAPV3) formaram o ranking.Segundo Hungria, o mês foi melhor do que o mercado estava esperando para as siderúrgicas, ainda que abaixo de patamares passados de destaque para o setor. “Começamos a ver nos últimos meses, medidas do governo que trouxeram sinais de melhoras para o mercado siderúrgico interno. Ainda está abaixo do que poderia ser, mas o setor está se recuperando”, afirmou.Já no polo negativo, as maiores quedas foram de Yduqs (YDUQ3), MBRF (MBRF3), Azzas 2154 (AZZA3), Cyrela (CYRE3) e Suzano (SUZB3).No cenário internacional, as bolsas americanas fecharam o mês em alta. S&P foi o destaque, finalizando o mês em +12,09%.*Com supervisão de Vitor Azevedo