Petróleo fecha próximo da estabilidade de olho nas tensões no Oriente Médio

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Os preços do petróleo perderam força e fecharam próximos da estabilidade nesta quinta-feira (30), após superarem os US$ 125 o barril na madrugada, o maior nível da cotação desde 2022, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em leve queda, a US$ 110,40 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "UKOIL", "UKOIL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "1e1b39a"} ); Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho recuaram 1,69%, a US$ 105,07 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.O que mexeu com o petróleo hoje?Os investidores reagiram à informação do site Axios de que o presidente dos EUA, Donald Trump, receberá nesta quinta-feira (30) um briefing do Comando Central americano (Centcom) sobre novos planos para uma possível ação militar no Irã.Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta que o país pode “ser obrigado em breve a voltar a atuar no Irã”. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã está seguindo a estratégia da Coreia do Norte para obter armas nucleares, construindo um “escudo” de mísseis.No Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o país protegerá seus programas nuclear e de mísseis. A posição foi endossada pelo presidente Masoud Pezeshkian, que classificou como “intolerável” a manutenção do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao país.O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, alerta que apesar do petróleo ter subido com a guerra no Irã, os desdobramentos do conflito estão remodelando ativamente o cenário energético global, principalmente com a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep. “Quando a poeira baixar e as exportações forem retomadas, os Emirados Árabes Unidos terão liberdade para aumentar a produção fora das cotas do cartel”, afirma.O embaixador do Brasil em Abu Dhabi, Sidney Romeiro, avalia que a saída dos Emirados Árabes da Opep já vinha sendo gestada, mas foi precipitada pela guerra e, principalmente, pela retaliação iraniana a alvos no país vizinho.