O governo Lula avalia uma ofensiva para demitir ocupantes de cargos de confiança ligados ao senador Davi Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios, em reação à derrota na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, apurou a CNN Brasil.Nos bastidores, o movimento é descrito como uma “declaração de guerra” contra parlamentares e aliados considerados responsáveis pela articulação contrária ao Planalto. Leia mais Análise: Senado impõe maior derrota política da história de Lula Alcolumbre confirma fala antes da votação: "dei a opinião" Após derrota, Messias diz ter sofrido “desconstrução” no Senado A expectativa, segundo interlocutores do governo, é de que as primeiras exonerações comecem a ser publicadas já nas primeiras horas desta quinta-feira no Diário Oficial da União.Fontes da Secretaria de Relações Institucionais afirmam que o processo já foi iniciado. Integrantes da pasta passaram a entrar em contato com ocupantes de cargos ligados ao grupo de Alcolumbre para agendar reuniões, em movimento interpretado como etapa prévia às demissões.A avaliação dentro do governo é de que a manutenção desses nomes se tornou insustentável após a derrota no Senado. Auxiliares do presidente defendem uma reconfiguração da base aliada, com maior controle político sobre indicações na máquina pública.A medida, no entanto, tende a ampliar a tensão entre o Executivo e o Congresso. Aliados de Alcolumbre já classificam o gesto como uma escalada no confronto político e avaliam que a resposta pode impactar outras votações de interesse do governo.Senado rejeitou apenas 5 indicações para o STF até hoje