Boca Juniors: MP analisa caso de argentino preso por racismo no Mineirão

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O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) anunciou, nesta quarta-feira (29), que acompanha a apuração dos atos de racismo praticados por um torcedor argentino, de 28 anos, durante a partida entre Cruzeiro e Boca Juniors, na última terça-feira (28), no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Segundo o MPMG, o investigado foi identificado e conduzido por agentes de segurança do estádio, sendo preso em flagrante na 2ª Central Estadual de Plantão Digital. A entidade ressalta ainda que acompanhará o desdobramento do inquérito e a análise dos registros. As imagens serão essenciais para a responsabilização criminal do envolvido.  Leia Mais Orçamento para moradia é reduzido em meio à crise climática, aponta estudo Racismo em Salvador: mulher é presa após chamar segurança de "macaco" Vítima agredida com choque por alunos está internada no Pará O MPMG enfatiza que o racismo é um crime imprescritível e inafiançável e afirma que permanece vigilante para garantir que eventos esportivos sejam ambientes de respeito e dignidade humana, livres de manifestações de ódio. O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), por meio do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), divulgou uma nota de repúdio ao episódio de racismo.Torcedor do Boca Juniors que fez gestos racistas é liberado após pagar fiança | EXPRESSO CNNA nota aponta que o caso, que resultou na prisão de um torcedor argentino, reforça a necessidade de vigilância constante e de atuação firme das instituições para coibir práticas que atentam contra a dignidade humana e a convivência pacífica nos espaços esportivos. Tanto o MPMG quanto o GNCOVE acompanham o caso e reafirmam o compromisso de combater todas as formas de racismo, intolerância e discriminação. A CNN Brasil entrou em contato com o Cruzeiro e com o Boca Juniors, mas, até o momento, não obteve resposta.  *Sob supervisão de Thiago Félix