Rota logística em SP favorece FIIs com aluguéis em alta

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Rota logística em SP favorece FIIs com aluguéis em altaO setor de galpões logísticos em São Paulo iniciou 2026 com tração acima do esperado, apontando possíveis efeitos positivos sobre os proventos de fundos imobiliários (FIIs) expostos ao segmento. Relatório do BTG Pactual indica que a demanda por imóveis industriais e logísticos segue consistente, enquanto novas áreas ganham protagonismo e redesenham o mapa de ocupação no estado.A principal mudança está na descentralização em relação à capital paulista. O foco migra para anéis de 30 km e 60 km de São Paulo, onde a absorção líquida avança, a vacância recua e os pedidos de aluguel sobem. Esse deslocamento reflete a busca por eficiência logística em regiões conectadas a rodovias e polos consumidores.Companhias priorizam especificações modernasNessas zonas, companhias priorizam especificações modernas, pé-direito elevado, ampla capacidade de armazenagem e proximidade a eixos de transporte. Com custos ainda mais competitivos que endereços hipercentrais, a expansão para o entorno tem sustentado o ciclo de crescimento e consolidado novas frentes de oferta qualificada.O BTG reporta que o preço médio pedido para galpões logísticos de alto padrão em São Paulo encerrou o 1º trimestre em R$ 33,8/m², alta de 6% e novo recorde histórico, enquanto a vacância caiu para 6,7%. Para investidores de FIIs, a combinação de aluguéis em alta e espaços escassos tende a favorecer reajustes em renovações, novas locações e revisões de contratos.Exemplo disso é o BTLG11, que registrou renovação em Mauá com aumento de 25% e nova locação em Ribeirão Preto 43% acima do patamar anterior, além de vacância financeira de 2,9%. Casos assim ilustram como portfólios bem posicionados conseguem capturar o momento de preços.Cajamar, Louveira e Mauá em destaqueEntre os destaques, eixos como Cajamar, Louveira, Mauá, Extrema, Embu e os corredores das rodovias Anhanguera e Bandeirantes devem seguir no radar. HGLG11 e XPLG11 figuram entre os principais fundos expostos ao segmento logístico, cada qual com particularidades de localização, vacância e prazo contratual.A leitura predominante é de maior seletividade em 2026: ativos modernos e bem localizados tendem a concentrar a demanda, enquanto estruturas antigas podem enfrentar pressão competitiva. Para o cotista, avaliar padrão construtivo e localização é crucial em um ciclo de aluguéis ascendentes.À medida que o novo mapa de São Paulo se consolida em 2026, FIIs como BTLG11, HGLG11 e XPLG11 devem permanecer no foco de quem aposta em galpões logísticos.