Dívida do governo avança para 80,1% do PIB em março, maior nível desde 2021

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A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais –  avançou para 80,1% do PIB (R$10,4 trilhões). É um aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo BC (Banco Central) nesta quinta-feira (30). Este é o maior nível da dívida desde julho de 2021, quando alcançou 80,3% do PIB. Leia Mais BC é bem-sucedido na calibração do comunicado, diz especialista BC cita "serenidade e cautela" em decisão sobre juros; leia comunicado BC prevê que inflação vá estourar teto da meta em 2026 De acordo a autoridade monetária, a evolução mensal da dívida bruta decorreu dos juros nominais apropriados (+0,9 p.p.), da emissão líquida de dívida (+0,4 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (+0,1 p.p.) e da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). Já a Dívida Líquida do Setor Público atingiu 66,8% do PIB (R$8,6 trilhões) em março, elevando-se 1,3 p.p. do PIB no mês. Em março, o setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – foi deficitário em R$ 80,7 bilhões. É o maior déficit para o mês desde o início da série histórica, em 2002. O déficit do setor público consolidado foi registrado após o mês apresentar resultados superavitários por dois anos seguidos. Veja a série histórica do setor público para março:março de 2022: superávit de R$ 4,2 bilhões;março de 2023: déficit de R$ 14,2 bilhões;março de 2024: superávit de R$ 1,2 bilhão;março de 2025: superávit de R$ 3,6 bilhões;março de 2026: déficit de R$ 80,7 bilhões.No mês, Governo Central, governos regionais e as empresas estatais registraram déficits. veja: Governo central:  déficit de de R$ 74,8 bilhões;Estatais: déficit de R$ 468,55 milhões;Governos regionais (estados e municípios): déficit de R$ 5,4 bilhões.