O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que a ilha não vai se render às ameaças dos Estados Unidos, após o presidente Donald Trump aumentar as sanções contra o governo cubano.Em uma postagem no X, o líder cubano afirmou: “O presidente dos EUA eleva as suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes […] Nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará a rendição em Cuba. Encontrará um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centrimetro do território nacional”.Díaz-Canel também pediu apoio da comunidade internacional contra um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses “de um grupo pequeno, mas rico e influente, ansioso por vingança e domínio”. Leia Mais Trump brinca sobre possibilidade de EUA assumirem o controle de Cuba EUA diz que não retirou sanções de Cuba após chegada de petroleiro russo EUA pressionam cubanos por reformas durante reunião em Havana El presidente de EE.UU eleva sus amenazas de agresión militar contra #Cuba a una escala peligrosa y sin precedentes.La comunidad internacional ha de tomar nota y, junto al pueblo de EE.UU, determinar si se permitirá un acto criminal tan drástico para satisfacer los intereses de…— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) May 2, 2026Donald Trump assinou um decreto na sexta-feira (1°) ampliando as sanções contra o governo cubano, enquanto busca elevar a pressão sobre Havana.As novas sanções têm como alvo pessoas, entidades e afiliadas que apoiam o aparato de segurança do governo cubano ou são cúmplices de corrupção ou graves violações dos direitos humanos. Também estão na mira agentes, funcionários ou apoiadores do governo, disseram as autoridades.Uma cópia do decreto divulgada pela Casa Branca dizia que as sanções poderiam ser aplicadas a “qualquer pessoa estrangeira” que operasse nos setores de “energia, defesa e materiais relacionados, metais e mineração, serviços financeiros ou setor de segurança da economia cubana, ou qualquer outro setor da economia cubana”.O decreto autoriza sanções secundárias no caso de realização ou facilitação de transações com os alvos, disseram as autoridades.Após o anúncio das sanções, Miguel Díaz-Canel disse que as novas medidas “coercitivas” reforçam o bloqueio “brutal e genocida” dos EUA contra a ilha.“O bloqueio e seu reforço causam muitos danos devido ao comportamento intimidador e arrogante da maior potência militar do mundo”, escreveu Díaz-Canel nas mídias sociais.O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse que as medidas de sanções, que foram anunciadas enquanto a ilha realizava suas tradicionais comemorações do Dia Primeiro de Maio, visam impor “punição coletiva ao povo cubano”, mas que os cubanos não serão intimidados.Trump também brincou na sexta sobre a possibilidade de os Estados Unidos “assumirem o controle” de Cuba imediatamente, sugerindo que forças militares poderiam avançar sobre o país no caminho de volta da guerra com o Irã.“E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente”, disse o presidente.Trump então sugeriu que qualquer ação contra Cuba ocorreria rapidamente após o fim das operações no Oriente Médio.“Vamos terminar uma coisa primeiro, eu gosto de terminar o trabalho”, disse Trump sobre a guerra no Irã.Quem é Díaz-Canel, presidente sucessor dos Castro que vê Cuba sob ameaça*Com informações da Reuters