O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) lança nesta sexta-feira, dia 29 de agosto, durante o evento Startup Summit, promovido pelo Sebrae em Florianópolis (SC), a segunda edição do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), incluindo dados inéditos de 2025. Lançado em 2024, o IBID constitui um mapa completo e atual da inovação no Brasil, revelando o desempenho dos ecossistemas locais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) sob diferentes perspectivas.Além de fornecer métricas detalhadas sobre o desempenho da inovação nas cinco Grandes Regiões e 27 Unidades da Federação, o IBID identifica líderes nacionais e regionais em inovação, classificando os estados e regiões com base em critérios que incluem os resultados do processo inovativo (outputs) e os fatores que o influenciam (inputs).Confira a edição 2025 do IBID no portal do INPINesta segunda edição, o Amazonas foi o estado que mais ganhou posições entre 2024 e 2025, passando da 20ª para a 17ª posição. Outro destaque é que, nos últimos dez anos, houve uma leve desconcentração das atividades inovadoras, já que diversos estados reduziram a distância para São Paulo (líder do ranking), especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No caso de Santa Catarina e Paraná, estados que vêm ganhando relevância no cenário da inovação nacional, a redução foi de seis pontos percentuais em relação ao líder.“O IBID 2025 retrata o potencial das cinco regiões do Brasil em inovar e trazer desenvolvimento econômico, social e tecnológico, bem como aponta as fortalezas e os desafios dos estados brasileiros no esforço para desenvolver os ecossistemas locais de inovação e melhorar a condição de vida das suas populações”, comenta o presidente do INPI, Júlio César Moreira.Em números absolutos, São Paulo manteve a liderança do ranking, com pontuação de 0,872 numa escala de 0 a 1, equivalente a 3,1 vezes a média do País. Em seguida, aparecem Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, compondo o grupo das seis economias que ficaram acima da média nacional.“O IBID 2025 aponta para uma estabilidade na dinâmica territorial da inovação no Brasil, mas destaca o avanço expressivo de regiões fora do eixo tradicional. Vários estados vêm reduzindo a distância em relação a São Paulo e, sob uma perspectiva de médio prazo, há mudanças significativas nas primeiras posições do ranking nacional”, destaca o economista-chefe do INPI, Rodrigo Ventura.“Os resultados do IBID 2025 confirmam que a inovação está cada vez mais presente no cotidiano das micro e pequenas empresas brasileiras. Esse avanço só é possível porque os ecossistemas locais de inovação vêm se estruturando, aproximando universidades, startups e empreendedores. A redução da distância em relação a São Paulo mostra também que a inovação deixou de ser privilégio de poucos estados”, afirma o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick.Hoje, vemos polos emergindo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste com muita força, o que é estratégico para o desenvolvimento equilibrado do Brasil.Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae NacionalAlém de São Paulo no Sudeste e de Santa Catarina no Sul, os líderes regionais são os seguintes: Amazonas no Norte, Rio Grande do Norte no Nordeste e Distrito Federal no Centro-Oeste. Considerando os demais estados, outras conclusões importantes são as seguintes: Paraná, Paraíba, Piauí e Amapá são os estados com crescimento mais rápido no ranking geral entre 2015 e 2025; e as economias do Nordeste apresentam desempenho em inovação acima do esperado em relação ao seu nível de renda.Entenda o ÍndiceO IBID foi desenvolvido com base na metodologia do Índice Global de Inovação (IGI), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Publicado desde 2007, o IGI é o indicador global de referência no tema, classificando 133 países a partir de suas potencialidades e gargalos. Na edição mais recente, em 2024, o Brasil ocupou a 50ª posição no ranking mundial e a 1ª posição no ranking regional (América Latina e Caribe).Medido por um número que varia de 0 a 1, o IBID é um índice sintético que agrega 80 indicadores estatísticos coletados junto a fontes oficiais e/ou disponíveis publicamente, os quais são distribuídos em sete pilares (instituições, capital humano, infraestrutura, economia, negócios, conhecimento e tecnologia e economia criativa). Esses pilares subdividem-se em 21 dimensões, como crédito, investimentos, educação, ambiente regulatório, sustentabilidade, criação de conhecimento, ativos intangíveis, entre outros.Dessa maneira, o IBID permite identificar – dentro de cada um de seus sete pilares de inovação e 21 dimensões associadas – quais são as potencialidades e desafios de cada estado e região do Brasil, bem como os diferentes fatores que influenciaram a sua classificação nos rankings para cada tema analisado.