O Itaú BBA reiterou a recomendação de compra para as fabricantes de papel e celulose Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), avaliando que ambas apresentam valuation atrativo, após a atualização das estimativas com base nos resultados do segundo trimestre.A análise levou em conta a valorização do real projetada pela equipe macroeconômica e os recentes movimentos de fusões e aquisições, como a compra da Kimberly-Clark pela Suzano e a venda de ativos florestais pela Klabin. O banco também projeta melhora no balanço global de oferta e demanda de celulose em 2026, quando os preços devem atingir US$ 580 por tonelada.Apesar do cenário mais positivo no médio prazo, o Itaú BBA ressaltou que ainda há incertezas no setor e falta de gatilhos de curto prazo.Leia tambémIbovespa Ao Vivo: Bolsa sobe e se mantém acima dos 141 mil pontosÍndices futuros dos EUA recuam após dados do núcleo do PCE Suzano (SUZB3)O BBA elevou o preço-alvo para ações da Suzano de R$ 63 para R$ 70 para o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 33%. A projeção de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2026 se manteve próxima ao modelo anterior, cerca de 12% abaixo do consenso, mas com composição distinta: o efeito negativo do câmbio deve ser compensado pelo Ebitda da joint venture com a Kimberly-Clark, prevista para ser concluída até meados de 2026. O fluxo de caixa livre em 2026, por sua vez, será limitado pelo desembolso de R$ 9,5 bilhões para a aquisição da participação na JV; sem esse efeito, o rendimento de fluxo de caixa (FCF yield) seria de 13%. Para 2027, a estimativa é de yield de 18%, com geração superior a US$ 2 bilhões. A Suzano negocia a 5,7 vezes Valor da Firma (EV)/Ebitda em 2026 e 4,4 vezes em 2027.Klabin (KLBN11)A recomendação de “compra” foi mantida, mas o preço-alvo foi reduzido de R$ 25 para R$ 23 por ação ao final de 2026, ainda com potencial de valorização de 25%. Segundo relatório, a Klabin negocia a 6,2 vezes EV/Ebitda para 2026, abaixo da média histórica entre 8,0 vezes e 8,5 vezes, o que o banco considera atrativo. O Itaú BBA projeta um yield médio de fluxo de caixa livre (FCF) de 7% entre 2025 e 2027 (excluindo o Projeto Plateau), o que deve se traduzir em um yield médio de dividendos de 5,5% no período.The post Itaú BBA reitera compra em Suzano e Klabin, mas alerta para falta de catalisadores appeared first on InfoMoney.