7 ações sobem mais de 20% e só 3 caem mais de 10%: os destaques do Ibovespa em agosto

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O mês de agosto foi de ganhos para o Ibovespa, que encerrou o período em alta de 6,28%, em meio à reação positiva do mercado com as sinalizações de queda de juros iminente pelo Federal Reserve e com os investidores já de olho nas eleições de 2026.Entre os maiores ganhos, estiveram muitas ações ligadas ao setor de consumo, caso de RD Saúde (RADL3) , MRV (MRVE3), Hapvida (HAPV3), Minerva (BEEF3) e Rede D’Or (RDOR3), mas as ações da elétrica Eletrobras (ELET3;ELET6) também tiveram fortes ganhos no mês. Sete ações subiram mais de 20% no período.Na outra ponta, apenas três ações do Ibovespa caíram mais de 10%. Foram elas: Raízen (RAIL3), Rumo (RAIL3) e PRIO (PRIO3). Confira abaixo os destaques de alta e baixa do mercado:Maiores altasRD Saúde (RADL3): avanço de 30,29%As ações da RD Saúde, dona das redes de farmácias Raia e Drogasil, tiveram uma disparada no mês, que foi marcado por fortes resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25) depois de um 1T25 bastante fraco.Com isso, as estimativas para as ações da companhia foram elevadas. Olhando para o balanço da companhia estritamente, a RD registrou um lucro líquido ajustado de R$ 402,7 milhões, alta de 13% na comparação com o mesmo período de 2024. Houve controle de despesas sustentando uma surpresa positiva nas margens, enquanto as vendas mostraram melhora sequencial em todas as categorias e também nas lojas maduras.Logo após o 2T, o  Citi manteve a recomendação neutra, mas elevou o preço-alvo de R$ 15 para R$ 19. O banco elevou as suas estimativas de lucro para 2025 e 2026 em 8% e 14%, respectivamente.“Saudamos a rápida reação da administração em acelerar os ganhos de receita/participação de mercado, ao mesmo tempo em que (importante) reforçamos uma mentalidade renovada e centrada na eficiência, o que naturalmente é um bom presságio para a redução de risco dos lucros de curto prazo”, avalia o Citi.Já nesta semana, o Bank of America elevou a recomendação dos ativos para neutra. O preço-alvo também foi elevado, passando de R$ 14,50 para R$ 21,00. O banco destaca que a empresa deve acelerar o crescimento da receita no segundo semestre de 2025, impulsionada pela maior penetração dos medicamentos da classe GLP-1, que devem registrar crescimento de um dígito médio a alto nas vendas no varejo. Apesar de prever um desempenho inferior ao segmento de saúde, higiene e beleza (HPC), a demanda por medicamentos genéricos deve continuar forte, enquanto os lançamentos de medicamentos de marca, especialmente os GLP-1 (medicamentos que ajudam a reduzir os níveis de açúcar no sangue e promovem a perda de peso), devem contribuir para o aumento da receita.Leia tambémIbovespa fecha em alta, tem novo recorde, 4ª semana positiva e melhor mês em um anoÍndices nos EUA recuam após PCE e antes do feriado do Dia do TrabalhoDólar hoje avança a R$ 5,42 com inflação nos EUA e impasse, mas cai 3% em agostoIndicações de corte próximo na taxa de juros pelo Federal Reserve guiou baixa da moeda americana no mêsAlém disso, o BofA observa uma tendência de migração das vendas de medicamentos GLP-1 para o canal online, incentivada pelas redes de farmácias para reduzir roubos nas lojas físicas. Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro estão sendo vendidos com descontos de 5% a 10% no e-commerce, o que também pressiona a consolidação do setor.MRV&Co (MRVE3): alta de 27,56%O alívio na curva de juros em meio à visão de queda iminente nas taxas básicas dos EUA pelo Federal Reserve – o que também impacta os juros por aqui – impulsionou os ativos da MRV em agosto. A construtora divulgou seus resultados no último dia 12 de agosto: na sessão seguinte, do dia 13, os papéis saltaram cerca de 6,6%, mesmo com os dados fracos da operação americana Resia e em meio ao brilho das operações nacionais. Na ocasião, o Santander apontou acreditar que o mercado deveria se concentrar na recuperação das operações no Brasil, em vez de focar no fato de que o lucro líquido da Resia ficou abaixo das estimativas. Com isso, o banco manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para MRV, com preço-alvo de R$ 9,50, reconhecendo, porém, que a recuperação das margens brutas e da geração de caixa será fundamental para que a ação continue performando bem.Hapvida (HAPV3): valorização de 26,13%Os resultados da Hapvida divulgados no mês de agosto também foram apontados como um dos catalisadores para as ações da companhia de planos de saúde.Em relatório, o BTG Pactual apontou que o trimestre foi fortemente afetado por efeitos não recorrentes, em especial relacionados a cobranças do SUS, mas ainda assim revelou melhorias operacionais relevantes, com sinistralidade sob controle, avanço do ticket médio, melhor crescimento orgânico e estabilização das provisões judiciais. O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para HAPV3 após o 2T25, com preço-alvo de R$ 59. “Embora o último conjunto de resultados não tenha trazido nenhuma revisão positiva dos lucros para o nosso modelo, entendemos que isso deve se traduzir em uma descompressão de múltiplos, dada a maior visibilidade sobre alguns tópicos-chave do case”, apontam os analistas, citando temas como a judicialização e as diretrizes da empresa para as provisões do SUS no futuro, que parecem melhor pacificadas.Eletrobras – ELET3 sobe 24% e ELET6 tem ganhos de 21,57%A temporada de balanços também guiou o ânimo com as ações da Eletrobras no mês de agosto. Apenas na sessão pós-resultado e de anúncio de cerca de R$ 4 bilhões em dividendos, os papéis saltaram mais de 9%. Após o balanço, as casas de análise elevaram suas estimativas para a companhia. O Goldman Sachs projeta que o dividend yield (retorno em dividendos sobre o preço da ação) da Eletrobras atinja 8% neste ano e 12% em 2026, chegando a uma média próxima de 20% entre 2027 e 2030, dentro do cenário-base. As projeções são apoiadas nas metas de alavancagem de cinco anos, apresentadas de forma pró-forma segundo o padrão contábil brasileiro (BRGAAP). O preço-alvo para ELET3 e ELET6 foi mantido em R$ 50 e R$ 56, respectivamente, com recomendação de compra.Já o Bradesco BBI ressaltou que, embora suas projeções de longo prazo para a Eletrobras (ELET3; ELET6) tenham se mantido praticamente inalteradas, a grande surpresa veio com o anúncio antecipado de dividendos de R$ 4 bilhões referentes ao 2T25, valor acima do esperado.O banco manteve a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para os papéis, com preço-alvo de R$ 67,00 para ELET6 e R$ 61,00 para ELET3, e ajustou seu modelo após resultados operacionais ligeiramente melhores do que o previsto. Na visão do BBI, a combinação da base de ativos hidrelétricos da Eletrobras com a nova dinâmica de preços de energia no Brasil torna a companhia uma vencedora líquida entre as geradoras, apesar dos desafios operacionais no horizonte.Minerva (BEEF3) tem ganhos de 22,06%A Minerva, ao contrário de muitas das maiores altas do Ibovespa no período, não teve o resultado do segundo trimestre muito bem recebido pelos investidores, com a ação caindo na sessão seguinte ao balanço. O Morgan Stanley, por sua vez, passou a ficar otimista recentemente com as ações, elevando a recomendação de equalweight (exposição em linha com a média, equivalente à neutra) para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para os ativos BEEF3. Para os analistas do banco, não há carne bovina suficiente no mundo e a inflação mundial do mercado de carne bovina veio para ficar. E isso, embora ajude a JBS (BDR: JBSS32) e a Marfrig (MRFG3), a Minerva é a principal beneficiária.Rede D’Or (RDOR3): alta de 21,11%A Rede D’Or aparece como preferida de muitas casas de análise do setor de saúde, que reiteraram a companhia como top pick após os resultados. Na visão do Itaú BBA, após vários trimestres de surpresas positivas concentradas no segmento de seguros – impulsionadas por melhorias sequenciais na sinistralidade (MLR) e pelo crescimento robusto do número de beneficiários –, o segundo trimestre da Rede D’Or marcou uma mudança, com os serviços hospitalares emergindo como destaque. O BTG destaca a Rede D’Or como a sua melhor tese de investimento, combinando qualidade, boas perspectivas de crescimento e valuation ainda razoável. Confira as altas do Ibovespa no mês:TickerPreço (R$)Variação no mês (%)RADL317,5530,29MRVE37,5927,56HAPV341,7126,13ELET345,0224BEEF36,0322,06ELET647,7221,57RDOR339,3621,11DIRR315,4519,67MOTV314,418,65SMFT324,4117,81AURE310,8617,15MRFG324,9317,04UGPA319,6616,47BPAC1144,8616,1MGLU38,1916,01CYRE328,1214,68VIVA32914,08POMO49,2714,07IGTI1123,4913,75VBBR324,0413,34SBSP3122,4913,09ALOS323,9612,94VAMO34,3312,76ENEV315,1112,34ASAI310,5211,8ITUB438,4910,44MULT327,8510,08ITSA411,229,99TIMS322,759,85ENGI1148,818,75BBAS321,398,58BBDC416,838,51BBDC314,447,84VIVT333,877,81CMIG411,117,55SANB1128,227,26BRKM59,377,21EQTL336,577,21ISAE423,217,11VALE355,567,01COGN32,926,96TAEE1134,876,93FLRY314,895,67IRBR347,855,16SMTO318,24,96CXSE314,14,69BRAP416,384,07CPFE339,373,85RENT335,843,49B3SA312,983,18CMIN35,23,17BBSE332,823,05BRFS320,632,89EGIE339,942,27PCAR33,591,99STBP314,221,94GOAU49,461,85YDUQ313,151,62BRAV320,051,57PETZ34,021,52WEGE337,661,48KLBN1118,511,45CPLE612,021,35SUZB352,450,58ABEV312,350,16Maiores baixasRaízen (RAIZ4): queda de 17,61%Apesar da alta recente das ações com o potencial de ganhar em meio ao cerco contra a informalidade no setor de distribuição de combustíveis e também com a venda de usinas, as ações da Raízen fecharam o mês em forte queda e na casa do R$ 1. Mais uma vez, os resultados foram fiel da balança: apenas na sessão pós-resultado, no dia 14 de agosto, os papéis caíram 12,50%.Conforme destacou a XP Investimentos, a Raízen apresentou um trimestre desafiador com resultados alinhados ao esperado pela casa, marcado por: (i) aumento da alavancagem devido à substituição de contratos com fornecedores por dívida, elevando a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 4,5 vezes (x); ii) ganhos de eficiência operacional que avalia como não recorrentes; (iii) condições climáticas adversas que reduziram os volumes de moagem e limitaram a diluição de custos; e (iv) perdas em estoques na Distribuição de Combustíveis no Brasil, agravadas por uma parada de manutenção mais longa do que o esperado na Argentina.Após o resultado do 1T26, contudo, o Bradesco BBI cortou o preço-alvo para as ações de R$ 2,80 para R$ 2,80 para R$ 2 (ainda um potencial de alta de 92% frente o último fechamento), mas manteve recomendação equivalente à compra (outperform, desempenho acima da média do mercado) para as ações.A expectativa segue sendo de volatilidade para os ativos. Cabe ressaltar que, em meados do mês, as ações chegaram a saltar após a notícia de possível entrada da Petrobras (PETR3;PETR4), mas desabou no dia seguinte após a estatal descartar investimento na empresa. Rumo (RAIL3): baixa de 12,03%A ação da Rumo foi outra que não se empolgou com o resultado do segundo trimestre. No fim do mês, após o balanço, o Citi reiterou a recomendação neutra para as ações e cortou o preço-alvo dos papéis da transportadora ferroviária de R$ 19,50 para R$ 16,50. O analista do banco pontuou que a oferta e a demanda na logística não têm sido tão fortes quanto esperava, o que tem pressionado as tarifas de frete, mesmo com o potencial promissor para exportações neste ano.Também pontuou que a soja continua resiliente no portfólio de exportações, mas os riscos para a demanda de exportação de milho são maiores do que eles previam. PRIO (PRIO3): queda de 10,24%Três fatores abalaram a ação da PRIO no mês.Em primeiro lugar, está a baixa do petróleo, com o brent em queda de cerca de 6% em agosto. Em segundo lugar, conforme aponta o Itaú BBA, a petroleira reportou resultados em linha com o esperado no segundo trimestre, mas ainda fracos, com um Ebitda de US$ 286 milhões (incluindo IFRS-16), 1% abaixo do consenso. A receita foi impactada negativamente por uma queda de 11% nos preços do petróleo em relação ao trimestre anterior, uma redução de 20% nas vendas e descontos de comercialização menos favoráveis.“Embora os resultados tenham ficado dentro do esperado, nossas interações recentes sugerem que alguns investidores podem não ter previsto totalmente esses resultados mais fracos em relação ao último trimestre, o que pode influenciar o desempenho das ações”, destacou o BBA na ocasião, mantendo recomendação de “compra” para PRIO3, com preço-alvo de R$ 62 ao fim de 2025. Além disso, o terceiro ponto é que, em meados do mês, a petroleira anunciou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) decidiu interditar a plataforma flutuante (FPSO) Peregrino, operada atualmente pela Equinor. Segundo a companhia brasileira, a agência exigiu “pontos de melhorias”, com os principais deles sendo “documentação de gestão e análise de risco e adequações de sistema de dilúvio”. A empresa estimou que os trabalhos para resolver as pendências vão levar três a seis semanas para serem cumpridos integralmente.O BBA aponta que, em uma estimativa preliminar, a paralisação total da produção no campo, por 3 a 6 semanas, poderia resultar em um impacto aproximado de US$ 131 milhões a 262 milhões na geração de caixa da empresa (100% do campo), considerando que a geração de caixa do campo deverá ser deduzida do pagamento da fusão e aquisição.“Em termos qualitativos, isso marca um retrocesso inesperado na integridade do ativo, visto que a Equinor concluiu recentemente um longo processo de revamp (renovação) no FPSO (plataforma)”, avalia, que possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para os ativos e preço-alvo de R$ 62.CVC (CVCB3): baixa de 9,75%A visão de que o cenário para a CVC segue desafiador afeta os ativos na Bolsa, com uma queda que se seguiu neste mês de agosto. O prejuízo ajustado mais do que triplicou para R$ 15,9 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), ante prejuízo de R$ 4,8 milhões no 2T24.O Itaú BBA, em relatório enviado ao mercado, reconheceu crescimento operacional, mas considerou o balanço “levemente negativo” porque os números financeiros e tributários ficaram abaixo do esperado, com geração de caixa livre fraca e prejuízo líquido maior que o projetado.Com o balanço em mãos, o BBA observou que as reservas consumidas cresceram 17,7% na comparação anual, com avanço mais moderado no segmento de vendas diretas ao consumidor (B2C, na sigla em inglês). O Itaú BBA apontou ainda que a geração de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) foi de R$ 8 milhões, ficando R$ 127 milhões abaixo de sua projeção, devido a piora no capital de giro (WK, na sigla em inglês) no Brasil. A relação dívida líquida mais recebíveis descontados sobre Ebitda ajustado encerrou o trimestre em 3,4 vezes, contra quatro vezes no mesmo período de 2024 (2T24).O BBA, contudo, manteve recomendação de desempenho acima da média do mercado (outperform) para o papel, com preço-alvo de R$ 3 para o final deste ano.Confira as baixas do Ibovespa no mês:TickerPreço (R$)Variação no mês (%)RAIZ41,17-17,61RAIL314,55-12,03PRIO337,87-10,24CVCB32,13-9,75EMBR376,2-5,53CSNA37,61-5,11HYPE324,4-5,1SLCE317,5-4,53PETR333,75-3,93RECV312,93-3,65PETR431,1-2,79AZZA334,71-2,72CSAN35,85-1,35TOTS343,1-1,17GGBR416,66-0,34PSSA351,75-0,27USIM54,37-0,23NATU39,01-0,22LREN316,26-0,06The post 7 ações sobem mais de 20% e só 3 caem mais de 10%: os destaques do Ibovespa em agosto appeared first on InfoMoney.