Milhares de pessoas protestaram neste sábado (30) para denunciar as ações do Exército israelense na Faixa de Gaza à margem do Festival de Cinema de Veneza. Organizada por grupos políticos de esquerda da região de Veneza, a manifestação começou no início da tarde, a poucos quilômetros do festival, onde estrelas como George Clooney, Julia Roberts e Emma Stone desfilaram pelo tapete vermelho nos últimos dias.Vários artistas expressaram apoio aos palestinos nos últimos dias na Mostra, como a diretora marroquina Maryam Touzani e seu marido, o cineasta Nabil Ayouch, que exibiram um cartaz com a frase “Stop the genocide in Gaza” (“Parem o genocídio em Gaza”) na sexta-feira (29) à noite no tapete vermelho.Na quinta-feira (28), o diretor grego Yorgos Lanthimos usou um broche com as cores da bandeira palestina durante a coletiva de imprensa de apresentação de seu longa-metragem “Bugonia”.No início do festival, um coletivo fundado por 10 cineastas italianos independentes, chamado ‘Venice4Palestine’ (V4P), fez um apelo por condenação à guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do grupo terrorista Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Em uma carta aberta, o coletivo pediu que o festival não vire “uma tribuna triste e vazia” e “adote uma posição clara e sem ambiguidades”.O V4P afirma que sua carta reuniu 2.000 assinaturas, incluindo nomes de destaque do cinema internacional, como Guillermo del Toro, Todd Fields, Michael Moore e Ken Loach. “O objetivo da carta era colocar Gaza e a Palestina no centro da atenção pública em Veneza e foi isso que aconteceu”, declarou à AFP Fabiomassimo Lozzi, um dos fundadores do coletivo. Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp! WhatsApp O diretor da Mostra, Alberto Barbera, respondeu no dia da abertura do festival que “a Bienal não adota posições políticas diretas”, mas se declarou sensível à situação dramática em Gaza.Na próxima quarta-feira (3), a Mostra de Veneza exibirá “The Voice of Hind Rajab”, dirigido pela franco-tunisiana Kaouther Ben Hania. O filme conta a história real de uma menina palestina assassinada em janeiro de 2024 pelas forças israelenses ao lado de seis parentes quando a família tentava fugir da Cidade de Gaza. A gravação da ligação em que Hind Rajab pedia ajuda, usada no filme, causou grande comoção em todo o mundo quando foi divulgada.*Com informações da AFPPublicado por Nícolas Robert Leia também Houthis confirmam morte do primeiro ministro rebelde do Iêmen após ataque israelense Ex-parlamentar ucraniano é assassinado em Lviv