Mesmo pagando a pensão em dia, a falta de convivência com os filhos pode ter consequências jurídicas graves. O advogado especialista Heberttom Braun (@doutorbraun) chama a atenção para um ponto importante: o pagamento financeiro não supre a obrigação afetiva. Em uma de suas publicações mais comentadas nas redes sociais, ele explica que pais ausentes emocionalmente podem ser responsabilizados judicialmente por abandono afetivo, com indenizações que já ultrapassaram os R$ 100 mil.Heberttom é advogado especialista em Direito de Família e usa suas redes sociais para descomplicar temas jurídicos do cotidiano. Ao comentar um caso real de um pai condenado a pagar R$ 120 mil por abandono afetivo, ele alerta: “não basta depositar o valor da pensão, é preciso estar presente emocionalmente”. O tema tem ganhado destaque na Justiça brasileira, reforçando que a responsabilidade dos pais vai além do financeiro.Por que pagar a pensão não isenta o pai da convivência com o filho?Muitos pais acreditam que cumprir com a pensão alimentícia é suficiente para considerar sua obrigação paterna cumprida. No entanto, a Justiça entende que o dever parental também inclui cuidado, apoio emocional e presença na vida do filho. A convivência regular é parte essencial do desenvolvimento da criança e do adolescente.A ausência prolongada pode ser interpretada como abandono afetivo, o que caracteriza uma falha nos deveres da paternidade. A jurisprudência brasileira já reconheceu diversos casos em que o pai foi condenado a pagar indenização por danos morais, mesmo estando com a pensão em dia. A responsabilidade vai além do dinheiro: envolve afeto, cuidado e comprometimento emocional.Foco seletivo de casal sentado à mesa com documentos de divórcio – Créditos: depositphotos.com / HayDmitriyO que caracteriza o abandono afetivo na Justiça brasileira?O abandono afetivo ocorre quando um dos genitores se ausenta da vida do filho de forma injustificada, negligenciando suas necessidades emocionais. Não se trata apenas da falta de visitas, mas da inexistência de vínculo, participação ativa e interesse genuíno no bem-estar da criança.De acordo com a doutrina jurídica, esse tipo de conduta pode gerar dano moral presumido, ou seja, o sofrimento é reconhecido mesmo sem provas psicológicas diretas. Isso se baseia no princípio da dignidade da pessoa humana, previsto na Constituição Federal. A ausência afetiva pode deixar marcas psicológicas profundas, justificando a reparação judicial.Qual foi o caso do pai condenado a pagar R$ 120 mil?O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou um pai a pagar R$ 120 mil de indenização por abandono afetivo a dois filhos. Apesar de manter os pagamentos da pensão, ele se afastou completamente da vida das crianças, sem visitas, contato ou qualquer participação afetiva. A Justiça entendeu que essa omissão causou danos à formação psicológica dos filhos.O relator do processo destacou que “o afeto é um dever ancorado nos princípios da responsabilidade civil” e que o abandono afetivo é passível de reparo financeiro. O valor foi fixado com base na extensão do dano e no tempo de negligência, servindo como exemplo para situações semelhantes em todo o país.Quais são os impactos emocionais da ausência parental?A presença dos pais na infância vai muito além da companhia: ela influencia diretamente no equilíbrio emocional e no desenvolvimento da autoestima da criança. Segundo o Ministério da Saúde, o vínculo afetivo familiar é um dos pilares para a saúde mental infantil, ajudando a prevenir distúrbios como ansiedade e depressão.A Organização Mundial da Saúde (OMS) também reforça que o suporte emocional dos pais é essencial para o bem-estar da criança. A negligência afetiva pode desencadear traumas que se manifestam na adolescência ou vida adulta, como dificuldades de relacionamento, insegurança e transtornos psíquicos. Por isso, a presença afetiva não deve ser vista como opcional.Justiça – Créditos: depositphotos.com / seb_raQual é o papel do advogado em casos de abandono afetivo?Advogados especializados em Direito de Família, como Heberttom Braun, orientam sobre os direitos e deveres dos pais e das crianças. Eles atuam tanto na defesa de quem sofre o abandono quanto na prevenção de litígios, propondo acordos que garantam a convivência familiar equilibrada.Em casos mais graves, o advogado pode ingressar com ação judicial para reparo dos danos morais causados pelo abandono afetivo. A atuação inclui reunir provas, depoimentos e pareceres que demonstrem a negligência emocional. A finalidade é proteger o direito da criança ao afeto e à convivência familiar saudável.Existe maneira de reverter o distanciamento afetivo?Sim, o vínculo afetivo pode ser reconstruído, mas exige comprometimento real e contínuo por parte do genitor ausente. O primeiro passo é reconhecer o impacto da ausência e buscar se reaproximar com empatia, escuta e participação ativa na rotina da criança. Isso deve ser feito de forma progressiva e respeitosa.A mediação familiar é uma ferramenta eficaz nesse processo. Ela permite que pais e filhos retomem o contato de forma segura e orientada por profissionais especializados. O mais importante é compreender que o afeto não se compra nem se impõe: ele se constrói na convivência. @doutorbraun Essa indenização saiu na Justiça de Minas Gerais. Já viu um caso desse na sua cidade? #pensão #abandono #abandonoafetivo #advogado #familiarista #paiausente #maesolo #maesolteira #mãedemenino #maedeprimeiraviagem #brasileirospelomundo #brasileirosnoseua #maternando ♬ Cheerful – Aleksei Guz Onde encontrar apoio e informações confiáveis sobre abandono afetivo?Para compreender melhor o abandono afetivo e seus desdobramentos jurídicos e psicológicos, consulte fontes oficiais e seguras:Conselho Nacional de Justiça (CNJ): https://www.cnj.jus.brTribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG): https://www.tjmg.jus.brConselho Federal da OAB: https://www.oab.org.brOrganização Mundial da Saúde (OMS): https://www.who.int/ptMinistério da Saúde: https://www.gov.br/saudeInstituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM): https://www.ibdfam.org.brEsses órgãos oferecem conteúdo atualizado, orientações jurídicas e materiais de apoio para quem enfrenta situações de negligência afetiva ou busca mais informações sobre os direitos das crianças e adolescentes.O post “Ele paga a pensão, mas não quer ver o filho? Isso pode custar caro”, advogado Heberttom Braun apareceu primeiro em Terra Brasil Notícias.