Professora: Cessar-fogo é visto de formas diferentes por EUA, Irã e Israel

Wait 5 sec.

O cessar-fogo estabelecido entre Estados Unidos, Irã e Israel é considerado frágil e questionável, sendo interpretado de maneiras diferentes pelas três partes envolvidas no conflito no Oriente Médio. A análise foi feita por Ana Carolina Marson, professora de Relações Internacionais da FESP, em entrevista ao Hora H. < /p>Segundo a especialista, enquanto os Estados Unidos têm sua própria interpretação do cessar-fogo, o Irã possui outra visão do acordo. Já Israel, por sua vez, afirma claramente que o cessar-fogo não inclui o Líbano, e continua realizando ataques na região. &#8220;Benjamin Netanyahu acabou de fazer uma postagem em uma rede social deixando claro que o cessar-fogo não abarca o Líbano, que os ataques vão continuar&#8221;, explicou a professora.A situação permanece tensa, com Netanyahu afirmando que pediu para sua equipe abrir um canal de comunicação com autoridades libanesas, mas que as conversas aconteceriam ainda sob ataque. &#8220;Mesmo que Benjamin Netanyahu se mostre favorável a conversar com as autoridades libanesas, ainda assim ele diz que isso aconteceria enquanto ataca o país&#8221;, destacou Ana Carolina.Acusações mútuas de quebra do acordo Leia Mais Irã dá ordem para militares interromperem ataques, diz mídia estatal Netanyahu não sabia qual caminho Trump escolheria sobre o Irã, dizem fontes Países do Oriente Médio reagem ao cessar-fogo entre EUA e Irã; veja O cenário é agravado por acusações de ambos os lados sobre violações do cessar-fogo. &#8220;Estados Unidos acusam o Irã de ter quebrado o cessar-fogo, assim como o Irã acusa os Estados Unidos também de quebrar o cessar-fogo. Israel também é acusado dessa quebra, não só por causa da situação do Líbano&#8221;, explicou a especialista, acrescentando que o Estreito de Ormuz segue fechado pelo Irã.Apesar da fragilidade, a professora ressalta que o cessar-fogo é importante para iniciar as negociações, embora elas sejam tensas e possam levar tempo para se concretizar. &#8220;É claro que é importante que esse canal de negociação tenha sido aberto, mas essas negociações ainda vão levar um tempo para se concretizar&#8221;, afirmou.Interesses políticos e negociações futurasUm fator importante para o possível avanço das negociações é o interesse dos Estados Unidos em não prolongar o conflito. &#8220;Donald Trump não quer mais fazer a manutenção dos Estados Unidos nesse conflito, já ficou além do que ele queria&#8221;, analisou a professora, lembrando que Trump, que sempre foi contrário a intervenções longas fora dos EUA, agora se vê em uma guerra de pouco mais de um mês, o que já afetou sua popularidade.Entre os pontos mais sensíveis nas negociações estão o enriquecimento de urânio pelo Irã e a questão dos mísseis balísticos. &#8220;O primeiro ponto é a questão das possíveis armas nucleares do Irã. O Irã já teria urânio enriquecido a 60%. Para fazer uma bomba nuclear você precisa de urânio enriquecido a 90%&#8221;, explicou a especialista.Ana Carolina destacou que os EUA exigem que o Irã não realize nenhuma forma de enriquecimento de urânio, o que afetaria até mesmo a segurança energética do país, já que para uso energético é necessário enriquecimento de 30%. &#8220;Esse ponto vai ser um ponto de divergência, porque o Irã alega que isso vai contra a soberania iraniana&#8221;, concluiu a professora. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.