InfoGripe: influenza A recua no Norte e Nordeste, mas avança no Centro-Sul

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O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (9), indica cenário misto da síndrome respiratória aguda grave (SRGA) no Brasil. Embora haja sinais de interrupção do crescimento e até queda nos casos graves de influenza A em estados do Norte e Nordeste, o avanço da doença no Centro-Sul mantém o país em alerta.Segundo o novo levantamento, 18 estados e o Distrito Federal permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, sendo que 13 deles apresentam tendência de crescimento nas últimas semanas. Nova variante da Covid-19 já chegou no Brasil? Saiba detalhes Influenza A: especialista explica "etiqueta de tosse" para combater casos Especialista explica como podemos nos proteger do vírus Influenza A A influenza A começa a perder força em parte do Norte e do Nordeste, com queda ou desaceleração dos casos graves. Ainda assim, os níveis de incidência seguem elevados nessas regiões, o que mantém o sinal de atenção.Estados como Acre, Pará, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte continuam entre os que registram incidência relevante da doença. Em alguns deles, a tendência recente ainda é de crescimento, o que indica que o cenário segue instável.Centro-sul em avanço de casosO Centro-Oeste, Sudeste e Sul apresentam aumento consistente de SRAG associada à influenza A. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre os que mostram avanço nas últimas semanas.Nas últimas quatro semanas, o rinovírus foi o principal responsável pelos casos positivos de infecções respiratórias, com cerca de 40% dos registros. Em seguida aparecem influenza A (30,7%), vírus sincicial respiratório (19,9%) e Covid-19 (6,2%).Já entre os óbitos, o cenário muda: a influenza A responde pela maior parcela (40,5%), seguida pela Covid-19 (25%) e pelo rinovírus (27,3%).Desde o início do ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG. Desses, cerca de 13 mil tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios.A doença, que começa com sintomas gripais como febre, tosse e coriza, pode evoluir para dificuldade respiratória grave, exigindo hospitalização.Mais afetadosA incidência de SRAG é mais alta entre crianças pequenas, principalmente devido ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre idosos, com destaque para influenza A e Covid-19.A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta que a vacina contra a influenza é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos pelo vírus.“Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento; caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca Portella.Influenza A: o que é, sintomas e riscos