Arábia Saudita diz que ataques reduziram produção de petróleo

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Ataques a instalações energéticas da Arábia Saudita reduziram a capacidade de produção de petróleo do reino em cerca de 600 mil barris por dia e o fluxo em seu Oleoduto Leste-Oeste em cerca de 700 mil barris por dia, informou a agência estatal saudita SPA nesta quinta-feira, citando uma fonte oficial do Ministério da Energia.A fonte do ministério não especificou quem lançou os ataques, mas a Arábia Saudita interceptou vários mísseis e drones iranianos nas últimas semanas.Os ataques mais também interromperam operações em importantes instalações de petróleo, gás, refino, petroquímica e eletricidade em Riad, na Província Oriental e na Cidade Industrial de Yanbu, disse a SPA.A Arábia Saudita não havia fornecido anteriormente detalhes sobre o impacto na produção de campos petrolíferos, refinarias e fluxo de oleodutos decorrente de ataques ocorridos durante a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Leia mais Trump critica Irã sobre tráfego em Ormuz: "Não é o acordo que temos" Preços do petróleo fecham em alta com fragilidade de cessar-fogo no Irã Países do Oriente Médio reagem ao cessar-fogo entre EUA e Irã; veja Os contratos futuros do petróleo Brent de referência subiram nas negociações após o fechamento nesta quinta-feira, após avançarem US$ 1,17, ou 1,2%, para US$ 95,92 por barril.“O oleoduto Leste-Oeste está desviando grande parte do petróleo saudita que não consegue sair pelo Estreito de Ormuz”, disse o analista da Kpler, Matt Smith. “Qualquer redução de volume vai aumentar ainda mais a escassez. Não é uma boa notícia para os mercados.”O cessar-fogo de duas semanas anunciado nesta semana parece frágil, com Israel continuando seus ataques no Líbano e o Irã mostrando poucos sinais de que suspenderia seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa quase um quinto do fornecimento global de energia.Com o estreito bloqueado, o Oleoduto Leste-Oeste tem sido a única rota de exportação de petróleo bruto da Arábia Saudita. A Reuters informou na quarta-feira que o Irã atacou o oleoduto poucas horas após o cessar-fogo ter sido acordado.Cidadão saudita morto em ataquesUm cidadão saudita da equipe de segurança industrial de uma empresa de energia do país morreu e outros sete funcionários sauditas ficaram feridos nos ataques, informou a SPA.A Arábia Saudita tem sido alvo de centenas de mísseis e drones iranianos desde o início da guerra, a maioria dos quais foi interceptada, segundo autoridades.Teerã lançou ataques contra Israel e Estados árabes do Golfo que abrigam instalações militares dos Estados Unidos.Uma estação de bombeamento no Oleoduto Leste-Oeste foi atingida, reduzindo o fluxo em cerca de 700 mil barris por dia, disse a fonte do ministério. A fonte descreveu o oleoduto como atualmente uma rota principal para abastecer os mercados globais.O campo petrolífero de Manifa também foi atingido, reduzindo a capacidade de produção em cerca de 300 mil barris por dia, enquanto um ataque anterior à instalação de Khurais cortou outros 300 mil barris por dia, elevando a redução total da capacidade de produção saudita para cerca de 600 mil barris por dia, acrescentou a fonte.Não estava claro por quanto tempo a produção em Manifa e Khurais poderia permanecer interrompida, disse Smith.Guerra no Oriente Médio: Incêndio atinge complexo petroquímico saudita após ataque do Irã | HORA HDanos a grandes refinariasOs ataques também atingiram grandes instalações de refino, incluindo a SATORP em Jubail, a refinaria de Ras Tanura, a refinaria SAMREF em Yanbu e a refinaria de Riad, afetando diretamente as exportações de produtos refinados para os mercados globais, informou a SPA.Instalações de processamento em Ju’aymah também foram atingidas por incêndios, afetando as exportações de gás liquefeito de petróleo e líquidos de gás natural.A empresa francesa TotalEnergies possui participação na SATORP, e a empresa americana Exxon Mobil tem participação na SAMREF. A TotalEnergies não respondeu imediatamente a pedidos de comentário, e a Exxon encaminhou o pedido ao operador.Os ataques a campos petrolíferos-chave, infraestrutura de oleodutos e centros de refino destacam os riscos para o fornecimento global de energia à medida que o conflito se expande pela região. A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, desempenha um papel central nos mercados globais de petróleo bruto, e uma interrupção prolongada em sua produção, sistema de refino ou rotas de exportação pode apertar a oferta e aumentar a volatilidade dos preços.A fonte do ministério afirmou que ataques contínuos reduziriam a oferta e desacelerariam a recuperação, afetando a segurança energética de países consumidores e aumentando a volatilidade nos mercados de petróleo. A SPA disse que a interrupção já reduziu uma parte significativa dos estoques operacionais e de emergência, limitando a capacidade de compensar déficits de oferta.Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?