Circula na imprensa internacional artigo do NY Times revelando todos os bastidores de como Trump resolveu embarcar na guerra contra o Irã (“How Trump took the U.S to War With Iran”).A reportagem, numa riqueza de detalhes, mostra que basicamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, juntamente com o chefe da Mossad (serviço secreto israelense), convenceram Donald Trump a atacar o Irã, pois havia ali uma janela de oportunidade. Além da pressão do governo de Israel, seu Secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi um grande entusiasta da ideia de uma guerra contra o Irã.Por outro lado, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o Secretário de Estado, Marco Rubio, foram vozes contrárias ao ataque. Para eles, uma guerra com o Irã significaria o fechamento do Estreito de Ormuz, com elevação do preço do petróleo, mortes de americanos e aumento da instabilidade geopolítica em outros países do Oriente Médio.Além disso, a guerra poderia significar custos políticos para Trump nas midterms (eleições parlamentares de meio de mandato), na medida em que o conflito traria custos econômicos e humanitários, além de quebrar uma das suas principais promessas de campanha, de que os EUA não iniciariam mais incursões militares com outros países, principalmente no Oriente Médio.Com a divisão dentro do governo Trump, um lado, juntamente com Israel, fará de tudo para romper o cessar fogo temporário. Por outro lado, o grupo contrário a guerra tentará convencer Trump durante esta trégua bélica de que o melhor a se fazer é negociar um fim definitivo do conflito com o Irã.O problema é que a agora o preço de negociação com Teerã aumentou, e as exigências do país persa são muito maiores do que aquelas antes de iniciar a guerra. Independentemente do desfecho, o estrago político para Trump já foi feito, com o aumento do galão da gasolina.Se Trump ouvir Rubio ou Vance poderá ainda evitar uma dupla derrota nas midterms.