Capital Insights: Stark Bank quer chegar ao exterior em 2027, diz fundador

Wait 5 sec.

O Stark Bank, banco digital voltado para empresas, já planeja sua expansão para o exterior. A fintech, a primeira do Brasil a atrair investimentos do fundo de Jeff Bezos, o fundador da Amazon, já pediu licença bancária para operar em um país, conta o fundador, Rafael Stark, ao Capital Insights, programa da Broadcast em parceria com o CNN Brasil Money, que vai ao ar hoje, às 19h.O executivo ainda não revela o nome do país, mas espera iniciar operações por lá em 2027. A fintech também quer virar banco no Brasil e pediu em dezembro de 2023 uma licença bancária ao Banco Central, que ainda não saiu.Stark vê o BC apertando o cerco às fintechs e avalia que nem todas vão sobreviver, com um processo de depuração no mercado. “As empresas sérias vão permanecer”, pondera, ressaltando que o mercado ganhou muitos participantes que não tinham capacidade técnica para operar.Muitas fintechs que usam o termo “banco” ou “bank” no nome, sem ser de fato um banco, na nova regulação precisarão de licença bancária do BC. Leia Mais Análise: Petrolíferas impetram liminar contra imposto American Airlines planeja retomar voos dos EUA à Venezuela em 30 de abril Febraban confirma Milton Maluhy Filho, do Itaú, como presidente do Conselho “O BC está certo em endurecer regras”, diz na entrevista ao programa, ressaltando que os episódios envolvendo o Banco Master acabaram gerando desconfiança no mercado. “É bizarro o Master passar tanto tempo sem intervenção.”Atualmente, o Stark Bank tem licença de instituição de pagamento e de SCD (Sociedade de Crédito Direto). Por isso, por exemplo, não pode captar recursos no mercado com lançamento de CDB.Enquanto não sai a licença bancária, o que o executivo espera que ocorra este ano, entre os planos para captar recursos está o lançamento de um fundo de recebível (FIDC). Uma nova rodada de captação está descartada. Stark destaca que o banco está capitalizado.Já uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) está nos planos. Isso não é para já, mas mais para o médio prazo, daqui a “cerca de cinco anos, dez anos”. E não deve ser no Brasil. “Queremos bastante um IPO nos EUA”, afirma o empreendedor.Cenário é difícil para autoridades monetárias, afirma Gesner Oliveira | FECHAMENTO DE MERCADOPara 2026, o Stark Bank espera bater a marca de R$ 1 trilhão em recursos movimentados, um salto importante em relação aos R$ 600 bilhões de 2025, número que considera todos os serviços prestados a empresas, que vão de cartão de crédito a Pix e conta digital corporativa, passando por pagamentos de contas, cobranças e recebimentos. A fintech tem clientes grandes, que incluem nomes como Ambev e IFood.O Stark Bank também planeja um anúncio para breve sobre inteligência artificial, em que a IA vai estar disponível aos clientes 24 horas, nos 7 dias da semana, interagindo como se fosse um gerente, mas não de forma robótica, e sim resolvendo problemas reais das empresas.“Estou assustado com as coisas que a IA consegue fazer”, conta Stark, que estudou engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).A entrevista completa do programa Capital Insights está disponível em seu terminal Broadcast+, na aba Broadcast TV, e nos canais do CNN Money.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil