Brasil e Índia não precisam de empréstimos, mas de vigilância, diz FMI

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A diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, defendeu a aprovação da 16ª Revisão Geral de Cotas (GRQ, na sigla em inglês) do organismo. A medida prevê um aumento de 50% no valor das cotas de todos os países membros, mas sem uma redistribuição do poder de voto, e foi encaminhado para ser apreciado pelo Congresso dos Estados Unidos durante a gestão do presidente norte-americano, Donald Trump.“Precisamos desse aumento. Por que precisamos? Porque simplesmente não sabemos o que o futuro pode trazer”, disse Georgieva, em evento que marca a abertura das reuniões de Primavera do Fundo, que acontecem na próxima semana, em Washington, nos EUA. Leia Mais Cenário global impõe desafio para política monetária, diz diretor do BC Principal receita petrolífera da Rússia dobra para US$ 9 bi devido à guerra Guerra do Oriente Médio diminuirá crescimento econômico global, aponta FMI Ao defender a aprovação da 16ª rodada, a diretora-geral do FMI mencionou o Brasil. Conforme ela, ainda que grandes economias emergentes não precisem de financiamento por parte do Fundo, necessitam da vigilância do organismo e do suporte a nações vizinhas que enfrentam necessidades.“Grandes economias como Brasil e Índia não precisam de empréstimos do Fundo, mas também precisam da vigilância do Fundo… precisam de nós para estabilizar suas vizinhanças”, afirmou Georgieva.De acordo com ela, a 16ª revisão das cotas não é apenas sobre dinheiro, mas sobre suporte aos países. “É o símbolo do Fundo sendo apoiado por todos os seus membros”, disse.Mundim: petrolíferas impetram liminar contra imposto | MONEY NEWSO Brasil já se manifestou a favor da aprovação da 16ª revisão e também do avanço para a fase seguinte.Em posicionamento ao Fundo, durante as reuniões anuais, em outubro do ano passado, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou a necessidade de o FMI conseguir “progressos concretos” na 17ª Revisão Geral de Cotas do organismo. Somente após ser votada será possível seguir com a próxima etapa.O Brasil tem defendido a necessidade de uma redistribuição do poder de voto pelos membros do FMI. No entanto, o tema não avança porque os países com maior poder não querem ceder espaço a outros como, por exemplo, o Japão com fatia levemente superior à China.Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços