O Federal Bureau of Investigation (FBI) publicou o seu relatório anual de cibercrimes na segunda-feira (6), um documento que expõe o avanço das fraudes financeiras nos Estados Unidos com foco de tensão nos golpes aplicados com uso de criptomoedas.As denúncias de fraudes cibernéticas bateram recordes e causaram prejuízos na casa de US$ 21 bilhões aos cidadãos americanos em um ano. O volume de queixas saltou de 859 mil casos para mais de um milhão de registros ao longo do ciclo apurado pelas autoridades.O Internet Crime Complaint Center (IC3) concentrou as estatísticas e mapeou os setores com maiores danos financeiros ao povo. O levantamento indica o crime de fraude em investimentos como o motor das perdas monetárias nos meios digitais.As falsas promessas de lucros fáceis respondem por quase metade de todo o capital roubado no país norte-americano. Os fraudadores miram investidores inexperientes em busca de retornos rápidos com táticas de persuasão e engenharia social.Impacto das queixas no ecossistema de criptomoedasO relatório aponta as queixas sobre criptomoedas como as responsáveis pelos maiores prejuízos individuais dos EUA. Os agentes federais registraram mais de 181 mil queixas com perdas superiores a US$ 11 bilhões ligadas a criptoativos.O volume financeiro drenado do mercado cripto acendeu o sinal de alerta nas agências de segurança nacional. O uso das ferramentas descentralizadas exige conhecimento técnico prévio e os golpistas abusam da falta de vivência das vítimas.O Estado americano deflagrou a Operação Level Up no calendário de 2024 com o escopo de identificar os alvos de esquemas em andamento. A iniciativa notificou oito mil indivíduos e evitou perdas extras na ordem de US$ 500 milhões com criptomoedas.As ações táticas ganharam reforço com a Operação Winter SHIELD no início de 2026. O foco da operação recai sobre o ensino de práticas de proteção cibernética para as organizações e corporações da iniciativa privada.Avanço das ferramentas de inteligência artificialO documento do FBI dedica um capítulo sem precedentes para os crimes cometidos com o uso de inteligência artificial. Os criminosos causaram estragos de US$ 893 milhões com a aplicação de inovações de ponta para enganar alvos indefesos.As quadrilhas utilizam a clonagem de voz e a geração de vídeos falsos para simular figuras públicas ou entes queridos. O IC3 contabilizou mais de 22 mil relatos de fraudes com o uso de tecnologias de formato audiovisual.Os estelionatários combinam essas mídias manipuladas com pressões psicológicas para forçar o envio do dinheiro das vítimas. A similaridade dos perfis falsos nas redes sociais dificulta o discernimento dos cidadãos comuns nos primeiros contatos interativos.Cautela rigorosa na rotina de transaçõesA agência federal orienta a população a adotar pausas longas antes de realizar qualquer remessa de capital na internet. A recusa às ofertas com senso de urgência evita a entrega de valores ou de dados pessoais aos golpistas do ciberespaço.As pessoas acima de 60 anos perderam US$ 7,7 bilhões em virtude da ausência de intimidade com plataformas de tecnologia blockchain. O número representa um salto de 37% nos danos causados a esse grupo etário nos Estados Unidos.Os cidadãos lesionados devem registrar as queixas nos canais de atendimento do órgão público com urgência máxima. O fornecimento de dados precisos sobre as contas de destino do saldo roubado amplia as chances de recuperação dos bens.A documentação exige o recolhimento das datas das conversas e a identificação dos perfis dos fraudadores. Além disso, pede a colaboração da sociedade com a força investigativa para diminuir as operações criminais e fortalecer a segurança do mercado cripto global.Fonte: FBI revela perdas bilionárias com fraudes com criptomoedas e alerta investidores sobre táticas de inteligência artificialVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.