O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) negou um pedido de liberdade na quinta-feira (2) com um juiz que rejeitou o habeas corpus de um indivíduo acusado de matar um colega após uma briga sobre investimentos no mercado de criptomoedas.A vítima perdeu a vida em virtude de um estrangulamento por “mata-leão” motivado por desacordos financeiros de alta proporção. O crime ocorreu no dia 30 de março de 2026 sob atos de agressão física na capital do estado goiano.“Segundo a versão defensiva, os fatos decorreram de divergência acerca de investimentos em criptomoedas, ocasião em que a vítima teria passado a agredir o paciente que, em resposta ao ataque e visando à preservação de sua integridade física, aplicou um golpe de contenção denominado ‘mata-leão’, causando o óbito do ofendido de forma alegadamente não intencional“, diz trecho do processo consultado pelo Livecoins.Detalhes do crime e a tentativa de apagar rastros do homicídio pesaram contra presoChamado Guilherme, o brasileiro confessou a autoria da morte durante a primeira abordagem efetuada pela polícia. Ele relatou um ataque prévio do colega e justificou a asfixia como um mecanismo de legítima defesa para preservar a sua integridade.A versão defensiva, contudo, perdeu força diante das ações praticadas pelo réu logo após o óbito do desafeto. Isso porque, o assassino confessou que transportou o cadáver em um carrinho de mão para esconder o corpo nas dependências da residência da própria vítima.Assim, o agressor jogou os restos mortais no interior de uma cisterna e cobriu o buraco da estrutura com uma lona plástica. O homem ainda lavou as roupas usadas no momento do conflito com o claro objetivo de apagar as provas do ato criminoso, chamando a atenção do juiz.As atitudes pautaram a manutenção do cárcere e a conversão do flagrante em prisão preventiva da forma exigida na lei. O judiciário percebeu uma postura obstrutiva nas manobras de limpeza da cena do litígio com raízes no ecossistema de criptomoedas.Caso mostra importância de se investir em criptomoedas com segurança e sigiloOs advogados tentaram reverter a privação de liberdade com dados sobre o perfil civil do indiciado perante a sociedade. A peça jurídica citava a primariedade do suspeito e a ausência de antecedentes delituosos em sua ficha atestada pela força policial.A equipe de defesa alegou a presença de uma residência fixa e a posse de um negócio lícito por parte do cliente. O documento protocolado nas cortes estaduais utilizou até fatores da rotina familiar para suplicar pela soltura cautelar do réu preso.Os defensores citaram a gestação de 38 semanas da esposa do agressor com o nascimento da criança previsto para o mês de maio de 2026. Os profissionais pediam o retorno do provedor ao lar com o uso da monitoração eletrônica em tempo integral sob o teto domiciliar.O desembargador Fernando de Castro Mesquita analisou o quadro fático processual e indeferiu o pleito de soltura provisória. Mesquita rechaçou as teses de constrangimento nas celas estatais e atestou o perigo concreto de libertar o indivíduo responsável pelo ato letal.O processo criminal seguirá os ritos oficiais na comarca de Goiânia com o suspeito sob custódia fechada nas dependências do Estado. O Ministério Público do Estado de Goiás emitirá um parecer final sobre o óbito e os promotores prepararão a denúncia para os tribunais.Por fim, o caso mostra os riscos de se investir em criptomoedas com o conhecimento de terceiros sobre o tema, devendo investidores manter sigilo sobre suas posses digitais para resguardar seus patrimônios e garantir sua segurança pessoal.Homem que matou amigo por criptomoedas não tem liberdade na justiça (Foto/Reprodução).Fonte: Justiça mantém prisão de acusado de matar amigo após conflito por criptomoedas em GoiâniaVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.