ETFs: por onde começar? CEO da Investo explica estratégia para iniciantes

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ETFs: por onde começar? CEO da Investo explica estratégia para iniciantesA diversificação por meio de ETFs tem ganhado espaço entre investidores brasileiros, especialmente em um cenário de maior acesso a produtos globais e busca por eficiência tributária. Para quem está começando, no entanto, a principal dúvida ainda é por onde iniciar a alocação.Segundo Cauê Mançanares, CEO da Investo, o ponto de partida depende diretamente do perfil de risco do investidor. Em linhas gerais, a renda fixa segue sendo a porta de entrada mais natural para quem ainda não tem experiência com o mercado.“Se você tem um perfil mais conservador, a renda fixa é por onde as pessoas costumam se familiarizar. É um conselho que se aplica a todo mundo, porque todos os brasileiros vão ter uma parcela nessa classe de ativos”, afirma.Nesse contexto, ETFs atrelados à renda fixa aparecem como uma alternativa aos produtos tradicionais, como Tesouro Direto e CDBs, com vantagens operacionais e tributárias. “Você pode economizar em impostos, não paga IOF nem come-cotas. É uma forma eficiente de começar”, explica.ETFs: estrutura global ganha espaço na carteiraPara investidores com maior apetite a risco, a recomendação passa por montar uma base de exposição global antes de buscar apostas mais específicas.“Se o investidor já entende a importância da renda variável no longo prazo, ele pode começar com uma alocação global. Com um único ETF, você já se expõe a toda a renda variável mundial”, diz Mançanares.A partir dessa estrutura principal, entram as chamadas alocações satélites, com foco em temas ou setores específicos. Entre as possibilidades, estão ativos ligados à tecnologia, inteligência artificial, energia ou até mesmo criptomoedas, em proporções menores dentro da carteira.A lógica, segundo o executivo, é permitir diversificação sem a necessidade de seleção individual de ativos. “O ETF traz essa responsabilidade e essa segurança, sem que o investidor precise fazer stock picking”, afirma.Ouro volta ao radar como proteçãoOutro ativo que tem ganhado destaque no cenário atual é o ouro, impulsionado pelo aumento da incerteza global e pela atuação de bancos centrais.“O ouro sempre foi uma reserva de valor ao longo da história. Nos últimos 50 anos, ele se consolidou como uma proteção em momentos de crise, com descorrelação em relação a ações e renda fixa”, diz.De acordo com Mançanares, o movimento recente de compra por bancos centrais — especialmente em países que buscam reduzir a dependência do dólar — reforça essa tese. “Você já não confia no dólar no mesmo grau que antes. E quando isso acontece, o investidor busca alternativas, e o ouro é uma delas.”Nesse cenário, a recomendação é que o ativo tenha espaço relevante na carteira. “A gente vê portfólios com 10% a 15% em ouro como forma de proteção contra volatilidade”, afirma.Quais principais ETFs?Entre as alternativas disponíveis, Mançanares destacou ETFs, sendo alguns da própria Investo, como porta de entrada para diferentes perfis de investidor. Na renda fixa, ele citou produtos como LFTB11, LFTS11 e XFIX11, atrelados a taxas pós-fixadas e à dinâmica de juros no Brasil. Já para quem busca exposição global, mencionou o WRLD11 como forma de acessar a renda variável internacional em um único ativo. No campo das estratégias temáticas, o executivo apontou opções como o BITH11, ligado ao Bitcoin, o CHIP11, focado em semicondutores, o NUCL11, voltado ao setor de energia nuclear, além do USTK11, com exposição ao setor de tecnologia. Também aparecem alternativas em crédito e ativos diferenciados, como o BIZD11, de crédito privado americano e o GLDX11, ETF de ouro, utilizado como proteção em cenários de maior incerteza.