Demissão na cúpula da Petrobras expõe pressão de Lula para aparelhar politicamente estatal

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Diretor caiu após o presidente da República revelar ter dado uma ordem para que a estatal ignorasse o mercado e não mexesse no preço do gás de cozinhaPode-se questionar os impactos da guerra dos Estados Unidos contra o Irã, as necessidades de proteção social e da própria economia diante do cenário incerto, mas o fato é que, dentro da Petrobras, a investida do presidente Lula contra decisões da estatal está sendo lida como clássico aparelhamento político.Lula criou um programa para buscar votos de eleitores que precisam de gás de cozinha barato e outros benefícios do governo. A escalada do preço do botijão e dos combustíveis, na esteira da guerra, vem arruinando os planos eleitorais do petista.As pesquisas mostram que Lula não consegue converter em votos o valor investido em medidas populistas. É no meio desse drama eleitoral de Lula que está a Petrobras.A decisão da estatal envolvendo leilões de combustível e de gás, segundo interlocutores do Conselho de Administração, foi tomada de forma técnica, seguindo princípios de mercado e em sintonia com a preocupação da empresa, que precisa pensar no negócio e não no projeto eleitoral do presidente da República de turno.Lula, nos últimos dias, declarou guerra ao comando da estatal. Para não pedir a cabeça da presidente, Magda Chambriard, que ele próprio nomeou, fez de conta que a dirigente nada tinha a ver com as medidas que o deixaram contrariado — como se isso fosse possível — e que o leilão de gás, com ágio de mais de 100%, seria bandidagem e cretinice.Em outras palavras, a estatal mandou demitir um soldado pelo que a cúpula decidiu fazer, seguindo as regras do negócio e não as vontades políticas do Planalto.O petista não explicou o que leva um presidente da República a fazer acusações tão graves contra executivos de uma estatal. Também não deu detalhes se, uma vez sabendo da “bandidagem”, pediu investigação da Polícia Federal.Foi feito um leilão, com a cretinice e a bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: ‘não vamos aumentar o GLP’”, disse o presidente. “Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, concluiu.O fato é que o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, apontado como responsável pelo processo, foi exonerado, deixando no ar um sinal preocupante de intervenção política do governo nos preços e negócios da Petrobras. Tudo em nome da reeleição.“A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje (6/4), aprovou o encerramento antecipado do mandato do Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, com vigência imediata”, informou a estatal em fato relevante divulgado ao mercado financeiro — que não reagiu nada bem.Com VejaO post Demissão na cúpula da Petrobras expõe pressão de Lula para aparelhar politicamente estatal apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.