O Bitcoin surgiu com resposta para a descrença nas instituições financeiras, mas ainda não conseguiu se estruturar para ser um meio de pagamento. A definição foi feita pelo diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, em participação em um evento na segunda-feira (6). Conforme aponta reportagem do Valor Econômico, o executivo ressaltou que o Bitcoin surgiu como eco do movimento Occupy Wall Street. “Isso gerou entusiasmo entre os críticos do monopólio na emissão da moeda. O problema é que é uma moeda referenciada nela própria“, afirmou Picchetti, durante participação no XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O executivo do BC disse em sua palestra que o Bitcoin lançou as bases para as stablecoins e todas as outras criptomoedas, mas que “até agora, não se consegue pagar um café com Bitcoin”. Leia também: Banco Central exige ouvidoria de exchanges e aproxima setor cripto das regras de bancosPicchetti abordou a questão da regulamentação do mercado cripto e ressaltou a importância da criação de normas. “No nosso caso, stablecoins vêm sendo usadas como forma de fazer remessas para o exterior, sem passar por mecanismos tradicionais. [A regulação] envolve a gente ter um controle sobre isso, há preocupações com mau uso das stablecoins, como para lavagem de dinheiro, terrorismo, e tráfico de drogas”, disse.Drex não tem previsão Outro ponto abordado por Picchetti foi o Drex, projeto do Banco Central que parece ter entrado em um limbo. O executivo disse que a ideia era criar uma rede rápida para registro de tokens, que seria usada para simplificar vendas de bens como imóveis e veículos. A reportagem aponta que Picchetti disse em conversa com os jornalistas após a palestra que o Drex ainda tem “vários nós” para serem soltos no seu desenvolvimento e que não existe um prazo para que a plataforma seja implementada. Em novembro do ano passado, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que a tecnologia do Drex não se revelou viável. O executivo afirmou que o Banco Central sempre buscou uma forma segura, líquida e simples, com uma rede que tenha escalabilidade e privacidade. Segundo ele, nos últimos anos o BC investiu tempo e parceiros investiram recursos para conseguir desenvolver isso a partir de uma tecnologia específica.Segundo Galípolo, após quatro anos eles perceberam que a tecnologia utilizada não é viável e que existem outras maneiras de conseguir atender o que o BC quer. Ou seja, ter uma nova rede com ativos tokenizados e com certificação que dê segurança e liquidez.Já em janeiro deste ano, Rogério Lucca, secretário executivo do Banco Central, disse que a entidade terá a tokenização de ativos reais e a reestruturação do Drex como prioridades para os próximos anos. Não perca o próximo ciclo! O Bitcoin já valorizou cerca de 140% ao ano em seu histórico. Invista na maior criptomoeda do mundo pelo MB de maneira segura e prática. Comece hoje mesmo!O post Bitcoin é resposta para a falta de confiança no sistema bancário, diz diretor do BC apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.