Wall Street avança com expectativa de retomada das negociações EUA-Irã após falas de Trump

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Os índices de Wall Street, que iniciaram a sessão em queda, ganharam fôlego no início da tarde com sinalizações de que as negociações entre Estados Unidos e Irã devem continuar após o ‘fracasso’ das conversas entre os dois países no fim de semana.Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: +0,63%, aos 48.218,25 pontos;S&P 500: +1,02%, aos 6.886,24 pontos; Nasdaq: +1,23%, aos 23.183,73 pontos.Com a valorização, o índice S&P 500 zerou as perdas acumuladas desde o início da guerra no Oriente Médio. Expectativa de acordo renovadaNo fim de semana, os representantes dos EUA e Irã não chegaram a um acordo nas negociações em Islamabad após 21 horas de conversas.O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que os iranianos se recusaram a interromper o desenvolvimento de armas nucleares. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os norte-americanos mudaram constantemente as demandas durante as negociações.“As posições de negociação dos EUA e do Irã permanecem muito distantes, com divergências sobre o programa nuclear iraniano, a questão das reparações de guerra e o controle do estreito”, destacaram os analistas do UBS Wealth Management, em relatório divulgado nesta segunda-feira.O presidente norte-americano, Donald Trump, elevou as tensões ontem (12) ao ameaçar interromper completamente o fluxo no Estreito de Ormuz.Segundo a Reuters, as Forças Armadas norte-americanas iniciaram o bloqueio aos navios que saem dos portos do Irã nesta segunda-feira. Em contrapartida, Teerã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo.Também no início da tarde de hoje, Trump afirmou que o Irã ‘quer muito’ chegar a um acordo com os EUA. A declaração animou os mercados, com a sinalização de continuidade nas negociações. O cenário-base do UBS WM continua sendo que dois os lados têm incentivo para encontrar uma solução diplomática, “o que deve permitir que os investidores voltem gradualmente a focar nos fundamentos resilientes da economia e dos lucros”.