O Brasil não possui sinais de excesso de jornada de trabalho atualmente, segundo avaliação de Samuel Pessôa, pesquisador associado do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e chefe da pesquisa econômica da Julius Baer Brasil.Em entrevista à CNN durante o programa especial “O Futuro da Jornada de Trabalho no Brasil”, o economista pontua que dados globais que analisam a carga horária em diversos países indicam que a jornada brasileira está dentro de padrões considerados “normais”.Pessôa destacou que essa avaliação não se restringe apenas ao país, mas também se aplica à América Latina como um todo. Em contraste, ele apontou que nações asiáticas apresentam jornadas de trabalho significativamente mais longas. Leia Mais CCJ deve avançar com PEC do 6x1 enquanto Planalto articula novo projeto Escala 6x1: especialistas defendem diálogo aprofundado e isolado de eleição O Grande Debate: Escala 6x1 deve ou não ser prioridade na Câmara? “Elas crescem mais também por causa disso, mas não somente por causa disso; há outros fatores envolvidos”, ponderou.Para o especialista, o principal ponto a ser considerado é que não há sinais de sobrecarga generalizada para o trabalhador brasileiro. A análise reforça a ideia de que, do ponto de vista comparativo internacional, o Brasil não se encontra em uma situação de excesso de horas trabalhadas.