O Peru vai às urnas neste domingo (12) em uma eleição presidencial marcada por fragmentação recorde: ao todo, 35 candidatos disputam o cargo, o maior número da história recente do país. O cenário pulverizado aumenta a incerteza e torna praticamente inevitável a realização de um segundo turno, previsto para junho.Entre os principais nomes está Keiko Fujimori, que lidera as intenções de voto com cerca de 15%, segundo as últimas pesquisas autorizadas antes do pleito. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela disputa a Presidência pela quarta vez e tenta, novamente, chegar ao poder após derrotas anteriores em segundos turnos.Durante a campanha, Keiko prometeu adotar medidas duras contra a criminalidade, incluindo a expulsão de imigrantes em situação irregular, e afirmou que pretende “recuperar a ordem” nos primeiros 100 dias de governo. A candidata também defendeu maior aproximação com os Estados Unidos e sinalizou interesse em ampliar investimentos estrangeiros no país.No campo internacional, a candidatura se alinha ao avanço de lideranças conservadoras na região, como Javier Milei, José Antonio Kast, Daniel Noboa e Rodrigo Paz. Segundo Keiko, a América Latina vive um momento de guinada política voltada à segurança, liberdade econômica e atração de investimentos.A eleição ocorre em meio à disputa de influência entre potências globais. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de vários países da região, incluindo o Peru, que é o segundo maior destino de investimentos chineses na América Latina, atrás apenas do Brasil.Além de Keiko, a disputa inclui perfis diversos, como um comediante, um empresário milionário, um político de centro de 80 anos e um candidato ligado ao ex-presidente Pedro Castillo, o que reforça o cenário de fragmentação e imprevisibilidade no pleito.Mais de 27 milhões de peruanos votarão neste domingo para eleger um novo presidente e, pela primeira vez desde 1990, deputados e senadores, deixando para trás um Congresso unicameral.*Com informações da AFP