Os dados mostram evolução. Levantamento da Aberje indica que 93% das empresas já tratam sustentabilidade como prioridade estratégica. Outro estudo, conduzido por Beon ESG, Nexus e Aberje, mostra que 51% das empresas brasileiras dizem ter uma estratégia estruturada, mas apenas 39% possuem uma área formal dedicada ao tema.A agenda cresceu. Mas a estrutura e, principalmente, a comunicação não acompanharam. Ao mesmo tempo, a pressão aumenta. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que empresas abertas passem a divulgar relatórios de sustentabilidade alinhados a padrões internacionais a partir de 2026. No cenário global, projeções da Bloomberg Intelligence indicam que os ativos ESG já alcançam dezenas de trilhões de dólares. Mais dado. Mais exposição. Mais cobrança. Mas não necessariamente mais entendimento.Hoje, o ESG ainda é comunicado na linguagem de quem produz o relatório, não de quem precisa entender. Frameworks. Métricas. Indicadores. Só que decisão não acontece nesse nível.Acontece quando há clareza. E quando a empresa não consegue traduzir o que faz, ela perde.Perde percepção.Perde confiança.Perde posicionamento.O problema não é falta de informação. É falta de tradução. E, num ambiente mais regulado e competitivo, isso deixa de ser detalhe. Vira risco estratégico.