Acusados pela morte de Fernando Iggnacio vão a júri popular

Wait 5 sec.

Os acusados de executar o contraventor Fernando de Miranda Iggnacio, assassinado em novembro de 2020 no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, vão a júri popular nesta quinta-feira (9), às 11h, no 1º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) participa do julgamento, considerado um dos casos de maior repercussão ligados à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado. A expectativa é de que o julgamento dos executores se estenda por mais de um dia. Os acusados de participação direta na execução do homicídio, supostamente a mando de Rogério de Andrade, são Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro.  Leia Mais Vereadores são presos por suspeita de lavagem de R$ 2 bi com jogos de azar Suspeito de integrar grupo criminoso de Bernardo Bello é preso no RJ MPRJ investiga empréstimos e investimentos de R$ 100 mi do Rioprevidência O processo também apura a conduta de Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa, denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). Segundo a acusação, Gilmar Eneas Lisboa teve papel fundamental na execução. Ele teria sido responsável por monitorar a rotina da vítima em Angra dos Reis até o momento do crime. A vítima, Fernando Iggnacio, e o suposto mandante, Rogério de Andrade, eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade. "Nova cúpula do bicho" é alvo de operação contra bingo clandestino no RJ | BASTIDORES CNNO caso teve reviravoltas ao longo da investigação. Em março de 2021, o MPRJ denunciou Rogério de Andrade pelo homicídio, mas, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal por insuficiência de provas quanto à sua participação como mandante. O GAECO e o MPRJ reuniram, a partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), novos elementos sobre a escalada de violência decorrente da disputa entre os grupos criminosos, o que resultou em nova denúncia contra Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa. *Sob supervisão de AR.