De volta à corrida: Meta anuncia Muse Spark, seu novo modelo de IA

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No ano passado, a Meta passou por uma reformulação interna que resultou no Meta Superintelligence Labs, uma divisão focada em inteligência artificial. Como resultado, a big tech anunciou nesta quarta-feira (8) seu primeiro lançamento desde então: o modelo de IA Muse Spark.Segundo a empresa, o modelo já está funcionando integrado ao aplicativo e ao site Meta AI nos Estados Unidos. A expectativa é que, nas próximas semanas, a tecnologia seja expandida para outras plataformas do ecossistema da companhia, incluindo WhatsApp, Instagram, Facebook, Messenger e os óculos inteligentes da marca, além de chegar para mais países.O Muse Spark inaugura uma nova linha de modelos da empresa com foco em integração direta aos produtos da empresa – abordagem semelhante à adotada por concorrentes como o Google (o Gemini funciona integrado aos serviços do Google, como Drive, Docs e Gmail). De acordo com a companhia, o sistema foi “desenvolvido especificamente para os produtos da Meta” e será disponibilizado inicialmente a alguns parceiros em formato de prévia privada via API.Entre os principais recursos, o Muse Spark traz suporte multimodal, permitindo a combinação de texto e imagens nas interações. A tecnologia também foi projetada para operar com múltiplos “subagentes” de IA, o que, segundo a Meta, melhora a velocidade e a eficiência na resposta a consultas mais complexas.Esse conjunto de capacidades ganha relevância especialmente no contexto dos óculos inteligentes da empresa, que contam com câmera e recursos de IA embarcados. Nesses dispositivos, os usuários poderão alternar entre um modo mais rápido, chamado “Instantâneo”, e outro mais aprofundado, o modo “Pensamento”, voltado para respostas mais detalhadas.A Meta também destacou o potencial do Muse Spark em áreas como ciência, matemática e saúde. Segundo a empresa, o modelo é capaz de responder a “perguntas complexas” nesses campos, incluindo interações que envolvem gráficos e imagens. A companhia afirma ainda que a percepção multimodal pode ser “especialmente valiosa para a saúde”, ao permitir respostas mais completas nesse tipo de consulta.O uso de IA em saúde, no entanto, tem sido alvo de debates recentes, principalmente por envolver dados sensíveis e riscos de desinformação. Ainda assim, a Meta sinaliza interesse em competir diretamente com soluções semelhantes já lançadas por outras empresas do setor, como Anthropic (com o Claude) e OpenAI (com o ChatGPT).Em testes, o modelo foi utilizado, por exemplo, para estimar calorias de refeições – uma aplicação popular, mas que ainda levanta questionamentos sobre precisão.Em demonstração, Muse Spark foi usado para quantificar calorias de uma refeição – Imagem: MetaMeta quer ampliar Muse Spark no futuro próximoNo médio prazo, a Meta pretende ampliar as funcionalidades do modelo, incluindo recursos capazes de sugerir conteúdos e recomendações com base em publicações compartilhadas em plataformas como Instagram, Facebook e Threads.A empresa também informou que trabalha em versões mais avançadas da linha Muse e que planeja disponibilizar modelos futuros em código aberto. O Muse Spark é descrito como um primeiro passo nessa nova fase da estratégia de IA da companhia.Leia mais:Ex-funcionário da Meta é investigado por baixar 30 mil fotos privadas do FacebookMeta planeja mais demissões, segundo agência. E a culpa seria das IAsInvestigação expõe bastidores do treinamento de IA com material sensível e dados de redes sociaisComo lembrou o The Verge, a iniciativa marca a segunda grande investida da Meta em modelos avançados de inteligência artificial, após a série Llama. A reestruturação da área ocorreu após o desempenho abaixo do esperado do Llama 4, lançado em 2025, levando a empresa a reposicionar seus esforços no setor.O post De volta à corrida: Meta anuncia Muse Spark, seu novo modelo de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.