Sucesso da Artemis 2 pressiona China a “correr atrás” da Lua

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Lançada em 1º de abril e prestes a ser encerrada nesta sexta-feira (10), a missão Artemis 2, da NASA, entrou para a história ao levar quatro astronautas para além do lado oculto da Lua, estabelecendo um novo recorde de distância para voos espaciais humanos. O sucesso desta etapa prepara o caminho para que os EUA retornem à superfície lunar após mais de meio século, com a missão Artemis 4, em 2028. Esse avanço exerce uma pressão direta sobre a China, que planeja pousar astronautas no satélite até 2030 e se vê obrigada a manter o ritmo ou até antecipar seu cronograma.Em resumo: EUA superaram recorde de distância da Terra com a missão Artemis 2;A espaçonave Orion, com quatro tripulantes a bordo, contornou a Lua;Essa missão prepara o terreno para a NASA voltar a pousar astronautas em solo lunar; A China segue firme no plano de fazer isso até 2030;O país desenvolve tecnologia própria como os foguetes Long March;Missões robóticas chinesas já coletaram amostras do solo lunar;A disputa agora foca em estabelecer uma base humana permanente na Lua.Tripulação da Artemis 2 dentro da nave Orion comemorando sucesso da missão – Crédito: NASAChina demonstra grande capacidade técnica em missões lunaresO país asiático alcançou marcos históricos ao trazer amostras de solo do lado oculto da Lua com missões robóticas. Essa experiência em operações remotas dá uma base sólida para os próximos voos que levarão seres humanos.Segundo analistas consultados pela Reuters, o programa tripulado é o passo essencial para a supremacia espacial chinesa. O desafio de Pequim, conforme apontam os especialistas, é provar que sua nova arquitetura de hardware funcionará de forma confiável já no primeiro uso, demonstrando que seu sistema é tão avançado quanto o ocidental.Além da disputa tecnológica, Washington e Pequim competem para atrair aliados para seus projetos de bases futuras. Enquanto os EUA lideram os Acordos de Artemis, a China planeja a criação da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS) em parceria com a Rússia, visando uma presença permanente no satélite.Diferentemente do que movia a era Apollo, em uma disputa entre EUA e a então União Soviética, a questão central hoje não é apenas quem toca o solo lunar primeiro nesta década. O verdadeiro desafio é determinar qual nação conseguirá manter pessoas trabalhando e vivendo lá por mais tempo.Técnicos removem o recipiente de amostra da espaçonave Chang’e 5 da China, que coletou poeira e rochas da Lua, trazendo à Terra em dezembro de 2020. – Crédito: Observatórios Astronômicos Nacionais/CASChineses aceleram testesO plano dos chineses para o pouso de 2030 prevê o uso de dois foguetes potentes em lançamentos separados. Um deles transportará a nave tripulada Mengzhou e o outro levará o módulo de pouso chamado Lanyue.Esses dois veículos precisam se encontrar e se acoplar perfeitamente enquanto giram na órbita da Lua. Dois astronautas farão a descida para coletar materiais científicos antes de iniciarem a complexa jornada de volta para casa.Embora o sucesso com robôs seja notável, garantir a vida humana exige padrões de segurança extremos. Por isso, a China tem intensificado testes com novos trajes espaciais e sistemas de suporte à vida para missões tripuladas futuras.Testes recentes realizados na Ilha de Hainan verificaram com sucesso os sistemas de escape de emergência. A cápsula de retorno se separou corretamente, provando que a tecnologia básica para proteger a tripulação já funciona.Leia mais:Astronautas da Artemis 2 compartilham memórias emocionantes da missãoAstronautas ouviram sons estranhos na Lua no passadoArtemis 2: NASA revela foto inédita de região inteira da LuaCorrida espacial define potências globaisA corrida para a Lua reflete as tensões tecnológicas e comerciais que já existem na Terra. O sucesso espacial é visto como um símbolo máximo de prestígio nacional e de poderio de defesa.Especialistas notam que a China utiliza sua diplomacia espacial para atrair países parceiros para seus projetos. O crescimento de empresas privadas de foguetes no país também ajuda a dar agilidade ao programa estatal.Há sinais de que a meta chinesa para 2030 possa ser atingida até um pouco antes do previsto. Os líderes do programa espacial costumam divulgar prazos conservadores para garantir que o sucesso final seja celebrado sem atrasos.O mundo acompanha agora uma disputa que mistura ciência, patriotismo e visão de futuro. O controle de recursos lunares e a presença constante no espaço definirão as grandes potências dos próximos séculos.Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.O post Sucesso da Artemis 2 pressiona China a “correr atrás” da Lua apareceu primeiro em Olhar Digital.