Estreito de Ormuz opera abaixo de 10%; Irã alerta para rotas alternativas

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O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ficou bem abaixo de 10% do volume normal nesta quinta-feira (09), apesar do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, enquanto Teerã reafirmava seu controle, alertando os navios para que se mantivessem em suas águas territoriais. Apenas sete navios atravessaram o estreito nas últimas 24 horas, em comparação com os cerca de 140 habituais, segundo dados de rastreamento.Centenas de petroleiros e outros navios estão presos no Golfo Pérsico desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, reduzindo o fornecimento global de petróleo em 20%, na maior interrupção de abastecimento da história. Desde 28 de fevereiro, pelo menos 23 petroleiros com bandeira iraniana chegaram à Ásia, mantendo o ritmo dos níveis pré-guerra, de acordo com o grupo de defesa dos direitos humanos United Against Nuclear Iran, dos EUA, que monitora o tráfego relacionado ao Irã.A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã orientou as embarcações a navegarem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta-feira.Os preços de alguns tipos de petróleo atingiram novos recordes históricos nesta quinta, enquanto a crise mostrava poucos sinais de arrefecimento. Notícias veiculadas pela mídia internacional sugerem que o Irã pode querer cobrar um pedágio dos navios que passam pela região, com alguns estimando o valor em US$2 milhões. Dados de rastreamento de navios mostram que algumas embarcações já estão utilizando a rota incomum ao redor da Ilha de Larak.O Irã exigirá o pagamento de pedágios em criptomoedas para manter o controle sobre o Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo de duas semanas, segundo declarações de Hamid Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã, publicadas na quarta-feira pelo jornal Financial Times.*Reuters