73% dos brasileiros estão saturados de “publis” nas redes, diz estudo

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Um estudo sobre publicidade nas redes sociais aponta que 73% dos brasileiros dizem sentir algum nível de saturação com conteúdos patrocinados, conhecidos como “publis”.A pesquisa faz parte do relatório “O Futuro das Publis”, produzido pela Nozy Content Agency em parceria com a Cigarra Buzz Agency, e analisou como o público percebe anúncios feitos por influenciadores e criadores de conteúdo.Segundo o levantamento, o problema não é necessariamente a presença de publicidade nas redes, mas a forma como ela é apresentada. Apenas 16% dos entrevistados disseram preferir que as publis simplesmente desapareçam das plataformas. Leia Mais Gás do Povo é ameaçado pela alta do GLP em ano de eleição Páscoa impulsiona vendas em 15,3% em São Paulo, aponta Itaú Unibanco Em meio à guerra, CBIC pede reajuste mensal dos contratos de infraestrutura O estudo indica que a rejeição cresce principalmente quando a publicidade parece artificial ou não tem relação com o perfil do criador.Entre os entrevistados, 85% afirmam pular conteúdos patrocinados quando a publicidade parece forçada, enquanto 30% dizem perder confiança no influenciador ou no produto após experiências negativas com publis.Mercado gigante e cada vez mais disputadoO cenário ocorre em um país que se tornou um dos maiores mercados de influência digital do mundo. De acordo com dados citados no relatório, o Brasil tem 3,8 milhões de influenciadores digitais, mais do que profissões tradicionais como médicos, engenheiros e advogados.Além disso, criadores brasileiros concentram 14,5% de todos os posts patrocinados do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados do Influencer Marketing Hub mencionados no estudo. O país também está entre os que passam mais tempo conectados: usuários brasileiros ficam mais de nove horas por dia online, em média.Desempenho de vendas ainda deve melhorar, diz CFO da MRV&Co | FECHAMENTO DE MERCADOEsse volume ajuda a explicar o crescimento do mercado de influência — mas também a percepção de excesso. O relatório também aponta que campanhas podem gerar desgaste quando há desalinhamento entre a mensagem da marca e a experiência do público.Casos recentes no mercado mostram que a mesma rede que amplifica o alcance de campanhas também pode acelerar críticas quando produtos ou promessas não correspondem à expectativa criada nas redes sociais.Segundo o estudo, nesse ambiente a atenção do público se tornou um recurso escasso — e conteúdos percebidos como artificiais tendem a ser rapidamente ignorados.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil