Projeto abre vagas em Data Science e IA para mulheres LGBTQIA+

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Levantamento da Fundação Getúlio Vargas com base em dados do LinkedIn e do Stanford AI Index 2025 revela que, enquanto globalmente os homens ocupam 69,5% das posições na área de IA, as mulheres representam apenas 30,5%.É neste contexto de desigualdade de gênero na área que a Fly Educação, em parceria com o Banco Itaú, abre 30 vagas gratuitas para o programa Mulheres In Tech (MIT), versão Data Science e Inteligência Artificial (IA), voltado a mulheres (cis ou trans) e pessoas não binárias da comunidade LGBTQIA+ residentes em regiões periféricas da cidade de São Paulo. As inscrições ficam abertas entre os dias 20 de março e 19 de abril, e a formação será realizada por meio de encontros online e ao vivo. Leia Mais Desigualdade de gênero mantém mulheres com menor renda e mais vulneráveis 6 mulheres históricas que contribuíram para avanço da tecnologia Vestibular: "Cria Unicamp" abre inscrições para estudantes de ensino médio Como é o curso?No eixo socioemocional, as participantes trabalham competências como autoconhecimento, comunicação assertiva, liderança, trabalho em equipe, autonomia e resiliência — habilidades consideradas essenciais para a inserção e permanência no mercado de tecnologia.Já o eixo técnico é voltado para alunas com conhecimento intermediário na área de tecnologia que desejam aprofundar sua atuação em Data Science e Inteligência Artificial.Ao longo da formação, serão abordados conteúdos como fundamentos de ciência de dados, estatística aplicada, programação em Python para análise de dados, preparação e qualidade de datasets, algoritmos de machine learning e introdução à IA generativa, culminando no desenvolvimento de um projeto final apresentado a uma banca avaliadora.Tecnologia a favor da inclusão“Quando olhamos para o mercado de tecnologia e inteligência artificial e analisamos os dados do setor, percebemos que mulheres LGBTQIA+, especialmente as que vivem em territórios periféricos, enfrentam dupla exclusão: primeiro no acesso às oportunidades e, depois, na permanência e no reconhecimento dentro das empresas. Nosso desafio é romper esse ciclo criando caminhos reais de formação e empregabilidade alinhadas às demandas do mercado”, afirma Marlene Choueri, gestora operacional de projetos da Fly Educação & Cultura.O Censo se Empregabilidade da Fly Educação em 2025 aponta que, entre os resultados já alcançados pela ONG, destacam-se melhoria média de 20% no desenvolvimento socioemocional, 71% de empregabilidade após a formação e geração de R$ 5 milhões em renda, considerando os salários obtidos pelas formandas empregadas na área de tecnologia ao longo de 2024.Quem pode participar?Para participar, é necessário se reconhecer como mulher (cis ou trans) e/ou pessoa não binária LGBTQIA+ da comunidade LGBTQIA+, ter no mínimo 18 anos, além de acesso a computador e internet.Entre os conhecimentos desejáveis estão familiaridade com programação em Python, fundamentos de análise de dados, estatística básica e interesse em áreas como ciência de dados e inteligência artificial. Também é preciso pertencer a algum grupo sub-representado e/ou residir em regiões periféricas da cidade de São Paulo (SP). Para se inscrever, basta acessar o link.*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil IA como aliada: como usar a ferramenta para organizar o dia a dia?