O Ministério da Agricultura criou um sistema eletrônico nacional para melhorar a defesa sanitária de produtos vegetais por meio de um novo modelo que integra a emissão de certificados fitossanitários, com foco na rastreabilidade e no trânsito seguro de produtos vegetais no país.O objetivo do novo sistema é organizar a defesa sanitária vegetal no Brasil, substituindo processos manuais por um sistema eletrônico que garante a rastreabilidade e a sanidade dos produtos, informou a pasta em portaria publicada nesta terça-feira (7), no Diário Oficial da União (DOU).A proposta, apresentada na minuta do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito), estabelece que documentos como o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e o Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) passem a ser emitidos, geridos e validados digitalmente, em uma plataforma única. Leia Mais Canadá libera frango brasileiro e Japão agenda auditoria de carne bovina Reunião anual Brasil–UE deve impulsionar agenda do agro Ministério da Agricultura identifica fraude em carga de soja em Paranaguá Hoje, esses certificados são fundamentais para atestar a sanidade de produtos vegetais — como sementes, mudas e frutas — e garantir que a produção foi acompanhada por um responsável técnico habilitado. Eles também servem de base para a emissão da Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), exigida para a circulação e comercialização desses produtos.Pelo novo modelo proposto, o sistema deve permitir o registro de todas as etapas da cadeia produtiva, desde a origem na lavoura até a consolidação em unidades processadoras, fortalecendo a rastreabilidade e o controle de pragas.O Mapa definiu também conceitos-chave, como unidade de produção e unidade de consolidação, além de estabelecer regras para o monitoramento fitossanitário, emissão de documentos e fiscalização do trânsito de cargas agrícolas. O objetivo é padronizar procedimentos em todo o território nacional e reduzir riscos de disseminação de pragas de interesse econômico.Segundo a pasta, o objetivo principal é associar a defesa sanitária vegetal no Brasil à transparência das informações e para ampliar segurança alimentar às cadeias produtivas — especialmente em um cenário de maior exigência sanitária no comércio internacional, expôs o documento.