A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, anunciou nesta sexta-feira (10) um aumento de 35% na receita do primeiro trimestre, superando as previsões do mercado, devido ao interesse contínuo em aplicações de inteligência artificial (IA).A receita entre janeiro e março atingiu 1,134 trilhão de novos dólares taiwaneses (cerca de US$ 35,71 bilhões), em comparação com 839,3 bilhões de novos dólares taiwaneses no mesmo período do ano anterior, informou a TSMC em comunicado, sem dar mais detalhes.O resultado superou a estimativa da LSEG SmartEstimate de 1,125 trilhão de novos dólares taiwaneses, elaborada a partir das previsões de 20 analistas, e ficou em linha com a previsão da TSMC de janeiro, de US$ 34,6 bilhões a US$ 35,8 bilhões, divulgada na última teleconferência de resultados. A TSMC divulga as previsões apenas em dólares norte-americanos. Leia Mais Japão anuncia nova liberação de reservas de petróleo em meio à guerra Bolsas da Europa fecham em alta, com cautela diante de cenário geopolítico Especialista: Medidas para conter endividamento da população são paliativas Tal resultado ocorre em um momento em que a guerra no Oriente Médio está elevando os custos de energia e afetando os mercados globais. Isso, por sua vez, ameaça interromper o fornecimento de materiais para a produção de semicondutores, o que, de acordo com analistas, pode forçar as empresas a adiarem investimentos em data centers com inteligência artificial.Apesar disso, analistas elevaram em 2,3% a previsão de receita da TSMC para o período de abril a junho, para um recorde de 1,2 trilhão de novos dólares taiwaneses, segundo dados da LSEG. A previsão é de que a capacidade limitada de produção de chips de IA avançada impulsione os lucros da empresa.A TSMC divulgará os resultados do primeiro trimestre em 16 de abril, juntamente com uma atualização das perspectivas para o trimestre atual e para o ano todo.A fabricante de chips, cujos clientes incluem a Nvidia, tem sido uma das principais beneficiárias dos avanços em IA, que compensaram a queda na demanda por chips usados em eletrônicos de consumo, como tablets.