A St George Mining tem interesse na aquisição dos ativos da Mosaic em Araxá, segundo fontes ouvidas pela CNN.A avaliação dentro da empresa é que a compra da infraestrutura industrial existente poderia acelerar a entrada da companhia no mercado de terras raras e nióbio, reduzindo prazos e custos em relação à construção de uma planta do zero.O principal interesse não está na mineração, mas na estrutura industrial já instalada no complexo, que inclui utilidades como energia, água, tanques e equipamentos que poderiam ser adaptados para o processamento químico e purificação de minerais críticos. Leia Mais Mosaic planeja venda de ativos e paralisa operações após impacto do enxofre Europa se une aos EUA e entra em projeto brasileiro de terras raras em MG Terras raras de MG serão usadas para produção de nanotecnologia no Brasil Fontes afirmam que a planta de ácido sulfúrico existente no complexo é vista como um dos ativos mais relevantes, já que o insumo é utilizado em etapas de purificação de terras raras.A avaliação é que a adaptação da infraestrutura poderia permitir uma entrada mais rápida no mercado, em um momento de crescimento da demanda global por esses minerais.Segundo pessoas com conhecimento das discussões, a empresa avalia que a aquisição poderia ser conduzida por meio de compra direta dos ativos, após um processo de due diligence para análise de passivos e responsabilidades, considerando que a planta opera há décadas.Além do aspecto industrial, fontes apontam que a possível aquisição também poderia reduzir o impacto social dos desligamentos após o anúncio da paralisação do complexo pela Mosaic, ao permitir a retomada das operações sob nova gestão.A St George Mining é dona do Projeto Araxá, voltado à produção de terras raras e nióbio em Minas Gerais.A companhia vem avançando em campanhas de sondagem, estudos metalúrgicos e definição do modelo de processamento, com foco em elementos de terras raras usados na transição energética, como neodímio e praseodímio, além do potencial de nióbio.O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, com estudos técnicos e testes metalúrgicos em andamento.O cronograma da companhia prevê, primeiro, a conclusão de estudos econômicos e de viabilidade, seguida do licenciamento ambiental e da definição da engenharia da planta.O projeto é acompanhado de perto pelo mercado por estar inserido em um contexto de crescente demanda global por terras raras, minerais considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa, em um cenário de redução da dependência internacional da China.Previsto para entrar em operação até 2027, o projeto está localizado ao lado das instalações da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global.