Fontes internacionais indicam que instituições como a Banque de France e o Bank of Korea já estudam a exposição controlada a ativos digitais como parte de portfólios diversificados. Documentos internos e análises regulatórias sugerem que os bancos centrais estão a considerar ETFs de cripto como instrumentos legais de política monetária, ultrapassando debates meramente acadêmicos.O contexto global reforça a importância desta abordagem: mercados voláteis, inflação persistente em várias regiões e tensões geopolíticas obrigam as autoridades monetárias a repensar a diversificação das reservas, tradicionalmente limitadas a fiat (moeda fiduciária) e ouro. Alguns bancos centrais da América Latina e do Sudeste Asiático já testaram tecnologias de settlement baseadas em cripto, mesmo sob restrições legais locais, apontando para um interesse crescente em instrumentos digitais como hedge silencioso.Analistas avisam que, caso esta tendência se concretize, poderá ter efeitos significativos: volatilidade das criptomoedas passaria a ser acompanhada de perto pelos mercados institucionais; a forma como investidores e governos planeiam liquidez e exposição ao risco global poderá mudar radicalmente; as moedas tradicionais, como dólar e euro, podem enfrentar pressões indiretas, alterando o equilíbrio monetário global.Em síntese, este movimento discreto mas estratégico aponta para uma nova era da política monetária, em que os criptoativos deixam de ser um tema de especulação e passam a ser considerados instrumentos legítimos de diversificação e segurança pelas maiores autoridades financeiras do planeta.O conteúdo Bancos centrais exploram ETFs de cripto e repensam reservas globais — nova era monetária? aparece primeiro em Revista Líder.