Aura Minerals (AURA33) tem produção recorde no 1T25; XP mantém visão positivaA Aura Minerals (AURA33) reportou nesta sexta-feira (10) uma produção recorde de 82,1 mil onças equivalentes de ouro (GEO) no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa um avanço de 37% na comparação anual e estabilidade em relação ao trimestre anterior. De acordo com o fato relevante divulgado pela companhia, ao considerar os preços constantes, a produção avançou 41% em relação ao mesmo período de 2025 e teve leve alta de 1% frente ao quarto trimestre. No período, a Aura também registrou vendas de 81,3 mil GEO, levemente acima do trimestre anterior, sugerindo consistência operacional.O resultado consolidado reflete o desempenho combinado das seis minas em operação, Aranzazu, Apoena, Minosa, Almas, Borborema e MSG, com dinâmicas distintas entre os ativos. Enquanto projetos em fase de ramp-up sustentaram o crescimento, algumas operações enfrentaram pressões pontuais relacionadas ao sequenciamento de mina e à qualidade do minério.“Entregamos mais um trimestre com recorde de produção no 1º trimestre de 2026, alcançando 82,1 mil GEO. Apesar de termos dedicado esforços a melhorias essenciais de infraestrutura subterrânea na MSG e de uma produção menor em Apoena e Borborema devido ao sequenciamento da lavra”, destacou o CEO da companhia, Rodrigo Barbosa, no fato relevante. XP mantém visão positiva sobre as ações da Aura (AURA33)Em um relatório divulgado nesta sexta-feira, os analistas da XP Investimentos destacaram que os números vieram em linha com as expectativas, com leve surpresa positiva na comparação com as estimativas da casa. A produção, excluindo MSG, recuou 5% na base trimestral, mas avançou 22% em relação ao ano anterior.“A Aura reportou números de produção em linha, com um forte destaque operacional em Borborema”, destacaram os analistas.Outro ponto positivo foi destacado pelos analistas foi a unidade MSG, cuja produção superou as projeções, mesmo ainda abaixo de níveis considerados normalizados. “A produção da MSG superou nossas estimativas, apesar de os volumes ainda estarem abaixo dos níveis normalizados”, aponta o relatório. Segundo a XP, a decisão da companhia de direcionar esforços para melhorias de infraestrutura deve contribuir para uma produção mais consistente ao longo dos próximos trimestres.Por outro lado, ativos como Aranzazu e Apoena (EPP) apresentaram queda de produção no período. “Aranzazu e EPP apresentaram queda de volumes na comparação trimestral”, destacaram os analistas. No caso de Aranzazu, o desempenho foi impactado por menores teores de minério e efeitos do sequenciamento da mina, enquanto EPP sofreu com menor processamento e recuperação.Mesmo com essas pressões pontuais, a XP mantém uma visão positiva para a tese de investimento da Aura Minerals (AURA33). “Seguimos construtivos com a tese de investimento da Aura”, afirmam. Para a casa, os principais vetores de valorização continuam sendo a execução operacional em ativos-chave, como Borborema e MSG, além de um cenário ainda favorável para o preço do ouro no médio prazo.