Essa vitamina pode reduzir o acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer

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Um estudo, publicado na revista científica Neurology Open Access, associou os níveis de vitamina D na meia-idade aos emaranhados tóxicos da proteína tau que se acumulam no cérebro de pessoas com doença de Alzheimer. O trabalho mostrou que quanto maior o nível de vitamina D no organismo na meia-idade, menor a quantidade de emaranhados de proteína tau que a pessoa tendia a apresentar anos depois.“Esses resultados sugerem que níveis mais altos de vitamina D na meia-idade podem oferecer proteção contra o desenvolvimento desses depósitos de tau no cérebro e que níveis baixos de vitamina D podem ser um fator de risco que poderia ser modificado e tratado para reduzir o risco de demência”, afirma o neurocientista Martin David Mulligan, da Universidade de Galway, na Irlanda, em comunicado.A descoberta é de uma equipe internacional de pesquisadores e, embora não comprove uma relação direta de causa e efeito, sugere uma associação que merece ser investigada. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram uma análise estatística de amostras de sangue e exames cerebrais de 793 adultos.Leia tambémGanhar peso na juventude está associado a consequências para a saúde ao longo da vidaPessoas que desenvolveram obesidade entre os 17 e os 29 anos apresentaram um risco aproximadamente 70% maior de morte prematuraOs participantes do estudo tiveram seus níveis de vitamina D medidos uma única vez, como parte de uma avaliação inicial aos 39 anos de idade. Exames cerebrais realizados, em média, 16 anos depois, foram utilizados para avaliar os níveis de tau e beta-amiloide, outra proteína intimamente ligada à doença de Alzheimer.O estudo não analisou diagnósticos de demência – nenhum dos participantes tinha doença de Alzheimer no momento dos exames de imagem cerebral – mas o comportamento anormal de tau e beta-amiloide foi usado como um indicador de problemas cerebrais semelhantes aos da doença que poderiam estar em processo de desenvolvimento.Nem a proteína tau nem a beta-amiloide são naturalmente destrutivas; o cérebro precisa delas para se manter saudável. É quando essas proteínas começam a se descontrolar e a obstruir os neurônios que o dano associado ao Alzheimer começa, à medida que as células cerebrais se degeneram e a comunicação entre elas é interrompida.Embora o estudo não tenha encontrado nenhuma relação entre a vitamina D e a beta-amiloide, uma ligação entre a vitamina D e a proteína tau tornou-se evidente. Isso se aplica tanto ao cérebro como um todo, quanto a algumas das regiões sabidamente afetadas pelo Alzheimer em seus estágios iniciais.Leia tambémGenética pode influenciar a eficácia de canetas emagrecedoras, diz pesquisaPesquisa publicada na Nature revela que variações no DNA ajudam a explicar por que o emagrecimento é drástico em alguns pacientes e causa reações severas em outros“Até onde sabemos, não existem estudos anteriores que avaliem a associação entre os níveis séricos de vitamina D e marcadores de neuroimagem de demência pré-clínica”, escrevem os pesquisadores em seu artigo publicado. “A suplementação com doses mais elevadas de vitamina D e/ou por períodos mais longos em indivíduos mais jovens e cognitivamente saudáveis ​​pode ser benéfica, visto que a janela de oportunidade para a modificação da doença é maior. No entanto, isso exigirá testes formais em ensaios clínicos.”Os pesquisadores apontam para estudos anteriores que mostraram que a vitamina D pode aprimorar o sistema imunológico no cérebro, enquanto a sua deficiência foi associada ao mau funcionamento das proteínas tau no cérebro de camundongos.Este estudo sugere que uma parte desse risco da doença pode ser reduzida com a ingestão adequada de vitamina D. Isso não significa que você deva suplementar vitamina D por conta própria. Mas talvez seja interessante tomar um pouco de sol todos os dias, comer peixes gordos (salmão, atum, sardinha, cavala) e ovos.No entanto, para termos certeza, será necessário monitorar a ingestão de vitamina D mais detalhadamente ao longo de décadas e relacioná-la a diagnósticos de demência.“Esses resultados são promissores, pois sugerem uma associação entre níveis mais altos de vitamina D no início da meia-idade e uma menor carga de proteína tau, em média, 16 anos depois”, afirma Mulligan. “A meia-idade é um período em que a modificação dos fatores de risco pode ter um impacto maior. The post Essa vitamina pode reduzir o acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer appeared first on InfoMoney.