Vivara (VIVA3) perdeu brilho? Por que 3 bancos reduziram o preço-alvo para a ação

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Itaú BBA, Safra e XP Investimentos reduziram o preço-alvo da Vivara (VIVA3) em meio à disparada dos preços de metais preciosos. Os bancos avaliam o momento da companhia como “desafiador”. As tensões geopolíticas que se iniciaram ainda em 2025 fizeram com que os preços do ouro e da prata avançassem cerca de 80% a 160%.A demanda industrial pela prata também deve se manter alta, “tornando os preços mais altos um desafio estrutural, e não um choque temporário”, de acordo com os analistas da XP. Eles ainda poderaram que o mercado de commodities é muito volátil e, por vezes, imprevisível – o que pode melhorar o cenário para a Vivara.As alternativas para a VivaraPara a XP, a Vivara possui alternativas para contornar a pressão atual e proteger sua rentabilidade mesmo com custos mais altos. A principal, disse a corretora, é aumentar os preços das joias, já que ainda está posicionada abaixo da Monte Carlo, além de melhorar a eficiência operacional para reduzir custos. Na linha Life, a empresa pode ganhar eficiência ao otimizar estoques, reduzindo capital parado e elevando retornos, disse a corretora. Com isso, o relatório avalia que o ROIC segue saudável e não é uma preocupação relevante no momento. O novo preço-alvo da Vivara, para a XP, é de R$38 (ante R$41).No relatório do Safra, os analistas também destacaram os elevados níveis de estoque. Ele afirma que a companhia corre o risco de sofrer uma desaceleração na produção e menor aproveitamento de incentivos fiscais, exigindo ações promocionais que comprimem margens. A companhia é avaliada como “Neutra” e o preço-alvo passa de R$ 37,50 para R$ 30,00.Já o BBA disse que a Vivara tem conseguido reagir bem, ajustando preços e mostrando resiliência nas margens. Mesmo com revisões negativas nas estimativas de lucro, o banco manteve recomendação de compra, embora tenha reduzido o preço-alvo para R$ 36, ante R$ 39.Os analistas do banco disseram que a empresa aposta em estratégias como reajustes seletivos, eficiência na produção e melhora no mix de produtos para sustentar a rentabilidade. Além disso, a expectativa é de melhora na geração de caixa em 2026 com normalização de estoques, embora a linha Life ainda represente um risco por ser mais sensível ao preço da prata.*Com supervisão de Kaype Abreu