Apenas 26% do volume de stablecoins representa transferências reais, diz estudo

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Apenas uma fração do volume total das stablecoins representa dinheiro em uso autêntico, visto que dados revelam que do montante bruto de R$ 10 trilhões em transações da última semana, apenas R$ 2 trilhões envolvem envios reais. Desta forma, o relatório da Crystal Foresight da quinta-feira (9) acende um alerta sobre as métricas do mercado de criptoativos.Criptomoedas como a USDC processaram volumes altos que não refletem a adoção na rotina diária. A stablecoin movimentou R$ 9 trilhões em registro bruto, mas entregou menos de 6% em uso limpo por pessoas físicas. Para os defensores da tecnologia blockchain como ferramenta livre, este cenário ilustra a dependência excessiva de estruturas de código fechado.A USDT manteve a liderança nos acordos com uma parcela maior de repasses verdadeiros. Esta stablecoin processou quantias expressivas que chegaram às mãos de indivíduos fora da especulação interna dos protocolos. Além disso, a separação destes dados evidencia como corporações inflam números para exibir poder técnico sem base real.Dinâmica de oferta e liquidações na redeDez stablecoins registraram variações bruscas em suas participações orgânicas no mercado. O token RLUSD despencou de forma acentuada e o PYUSD também perdeu espaço no uso prático por investidores comuns. Com isso, esta amplitude de volatilidade sugere mudanças amplas na forma como as pessoas adotam estas reservas de valor.O modelo USDS expandiu a sua oferta em R$ 2 bilhões, embora mantenha uma parcela orgânica escassa de envios. Quase todo o volume das transações vai para contratos que geram juros aos depositantes em plataformas com tecnologia blockchain. Por isso, a diferença entre a expansão da oferta e a utilidade levanta dúvidas sobre o propósito de criação destas stablecoins.No grupo de médio porte de stablecoins, algumas opções apresentaram índices altos de qualidade de uso. O EURE cresceu sua utilidade direta junto com um aumento no volume bruto de transferências de ponta a ponta. Contudo, o mercado confunde transações de rotina com provisão de liquidez nos relatórios gerais do setor.Métricas reais contra a ilusão de crescimentoSete stablecoins com queda na parcela orgânica registraram alta no volume de envios totais. Este padrão confirma que o crescimento alardeado provém de mecânicas de protocolos e não de pagamentos entre usuários no mundo físico. Portanto, os investidores baseiam decisões em dados distorcidos pela atividade intensa na tecnologia blockchain.A queda contínua de criptomoedas como o DAI reflete o fluxo de capital saindo das plataformas antigas. Novos usuários procuram rentabilidade e migram para contratos modernos em busca de vantagens financeiras nas stablecoins. Deste modo, o envio orgânico fica esquecido em favor do lucro proporcionado pelos sistemas abertos.A expansão artificial de volume afeta a visão dos órgãos de regulação sobre a força do bitcoin e afins. O uso destas métricas para calcular riscos leva a uma percepção exagerada do peso das stablecoins na vida do cidadão. Assim, as transações fiduciárias se perdem em um mar de movimentações focadas no rendimento de grandes fundos globais.O relatório diz que a adoção verdadeira das stablecoins precisa superar as barreiras da mera troca de ativos em corretoras digitais. Com isso, o ecossistema financeiro ganha tração para substituir fiações bancárias em compras do cotidiano das pessoas.A pesquisa força uma revisão de como o mercado mede o sucesso de uma plataforma privada. Volume bruto deixou de ser o sinônimo direto de adesão popular das stablecoins nas ruas. Por consequência, o futuro da economia descentralizada exige ferramentas com foco em utilidade real para o público.Fonte: Apenas 26% do volume de stablecoins representa transferências reais, diz estudoVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.