Polícia acha laboratório de drogas e prende traficante russo em SC

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A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) prendeu um homem russo, apontado como líder de um grupo dedicado ao tráfico internacional de drogas, e descobriu um laboratório equipado para a produção de cocaína em uma mansão de luxo em Jurerê Internacional, bairro nobre de Florianópolis, em Santa Catarina.A investigação começou após uma denúncia anônima, na última quinta-feira (9), de uma “mula humana” no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, que foi flagrada tentando levar drogas para Moscou, capital da Rússia. Leia Mais Apreensão de toneladas de cocaína faz PF mirar rede de barcos do tráfico Bets e tráfico internacional: PF faz operação contra lavagem de dinheiro PF mapeia rede de espionagem russa na América Latina após prisões no Brasil Segundo a polícia, o indivíduo tentava embarcar para São Paulo, mas foi preso em flagrante.A partir dessa denúncia, foi possível identificar o líder da máfia internacional que residia na mansão de luxo de onde as drogas saíam.Na mansão, as equipes policiais localizaram um espaço estruturado para processamento e refinamento de cocaína, com produtos químicos controlados, equipamentos e utensílios sofisticados, além de folha de coca, matéria prima da droga.Polícia apreendeu valores em espécie de diferentes nacionalidades avaliados em R$200 mil. • ReproduçãoNo local, os agentes ainda acharam cédulas de dinheiro de diferentes nacionalidades em dólar, euro e real, que chegavam a quase R$ 200 mil. Além disso, a polícia também apreendeu um veículo avaliado em R$ 150 mil.SC: Polícia Federal investiga esquema de tráfico internacional de mulheres | BASTIDORES CNNDe acordo com a PCSC, a escolha de um bairro nobre para a atividade criminosa não foi por acaso, já que Jurerê Internacional possui uma movimentação intensa de pessoas e veículos. Por conta disso, a movimentação do grupo não despertava suspeitas e permitia que eles trabalhassem sem chamar atenção.A organização demonstrou ser uma rede criminosa internacional bem organizada, com divisões de tarefas, como responsáveis pelo processamento da droga no laboratório, recrutamento de transportes e distribuição no exterior.A operação nomeada Moscou foi liderada pela DRD (Delegacia de Repressão às Drogas) e teve auxílio da DRAS (Delegacia de Roubos e Antissequestro), do NINT (Núcleo de Inteligência), da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) e de cães farejadores do NOC (Núcleo de Operações com Cães).O suspeito de atuar como “mula humana” teve sua prisão convertida em preventiva. Já o líder da rede foi encaminhado para a sede da DEIC, onde teve sua prisão em flagrante cumprida.*Sob supervisão de Carolina Figueiredo