“Os Testamentos: Das Filhas de Gilead”, expansão de “Handmaid’s Tale”, um dos universos distópicos mais marcantes da TV chega com o objetivo de fazer o público enxergar Gilead por um novo ângulo. O spin-off estreou na plataforma de streaming Disney+ na última quarta-feira (8), trazendo uma mudança de perspectiva na narrativa — essencial para compreender a nova geração que protagoniza a trama.Em entrevista à CNN, o roteirista da série, Bruce Miller, e o produtor executivo, Warren Littlefield, falaram mais sobre o aprofundamento da derrocada de Gilead por uma perspectiva agora mais jovem.Na nova trama, as jovens Agnes Mackenzie (Chase Infiniti) e Daisy (Lucy Halliday) estão em processo de amadurecimento em meio à nova era de Gilead. Enquanto a primeira é obediente e devota, a segunda é uma convertida recém-chegada de fora das fronteiras do local. Estudantes da brutal escola para futuras Esposas, elas formam um vínculo que abala seu presente, futuro e até passado. "Os Testamentos": Elisabeth Moss retorna em spin-off de "Handmaid's Tale" Estreias de abril: o que chega aos cinemas e streamings "Emily em Paris 6": temporada terá episódios gravados na Grécia e Mônaco “Você realmente precisa mudar sua perspectiva”, resumiu o criador Bruce Miller, ao explicar o ponto de partida da produção.Diferente da história centrada em June, uma mulher arrancada de sua vida anterior, agora o foco está em jovens que nasceram e cresceram dentro de Gilead — e que, por isso, enxergam aquele sistema de forma completamente distinta. Segundo Miller, a grande virada de “Os Testamentos” está justamente nesse olhar. “Elas só têm memória de Gilead.”Mais do que sobreviver, elas aprenderam a viver dentro das regras do regime. Construíram amizades, desenvolveram sua fé e encontraram formas de felicidade em um sistema opressor. “Como elas não apenas sobreviveram, mas prosperaram em Gilead e como isso vai ser tirado delas?”, acrescentou o roteirista.A nova série também mergulha em um dilema central: o momento em que essas jovens percebem que, para manter seu lugar em Gilead, precisarão abrir mão da própria individualidade.Inicialmente posicionadas como figuras privilegiadas dentro da hierarquia, elas acreditam estar prestes a “fazer algo incrível” pelo regime. Mas a promessa de pertencimento logo revela seu lado mais cruel: a exigência de submissão total.“Acho fascinante a perspectiva delas ao perceberem que isso está vindo, porque nós, como público, estamos um pouco à frente delas em relação ao que está por vir e o quão ruim isso realmente é. O ponto de vista dessas jovens — e também da Tia Lydia — é limitado, e isso torna a série interessante e assustadora”, concluiu o criador.Protagonismos para além de Elisabeth MossAlém da mudança de foco narrativo, a série enfrentou o desafio de seguir sem o protagonismo da atriz Elisabeth Moss como June Osborne.“Estávamos muito ligados à Lizzie”, admitiu o produtor Warren Littlefield. A atriz permanece nos bastidores como produtora executiva, uma participação que ele descreve como “inestimável”.Para manter a conexão com a série original, o retorno de Ann Dowd, como a icônica Tia Lydia, funciona como ponte entre as duas narrativas. Ao mesmo tempo, o spin-off aposta em uma nova geração de talentos, como Rowan Blanchard e outros nomes além de Infiniti e Halliday.“Será que conseguiríamos satisfazer o público com as novas atrizes? Mas com elas, tudo pareceu se encaixar, estamos muito felizes com o resultado”, acrescentou Litttlefield.Ao todo, “Os Testamentos” terá dez episódios, que serão lançados semanalmente às quartas-feiras.Veja o trailer de “Os Testamentos: Das Filhas de Gilead”Os Testamentos: Das Filhas De Gilead | Trailer Oficial Dublado | Disney+