Polícia prende suspeitos de terem lavado mais de R$ 146 milhões em criptomoedas

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na última terça-feira (7), uma operação contra suspeitos de lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas que teriam movimentado R$ 146,5 milhões. Eles também estariam ligados ao sequestro de um corretor de ativos digitais no ano passado.Realizada em parceria com o Ministério Público de São Paulo, a Operação Criptonita prendeu quatro pessoas nas cidades de Indaiatuba, Sorocaba e Santa Isabel, no interior paulista, e Natal, no Rio Grande do Norte. Um quinto envolvido no esquema havia sido detido anteriormente.Lavagem de dinheiro com criptomoedasO caso começou a ser investigado após o sequestro na capital paulista, quando foi identificada a participação de uma organização criminosa especializada em usar criptoativos para ocultar a movimentação de quantias ilícitas. A vítima é apontada como participante do grupo.De acordo com a apuração, o sequestrado teria desviado pelo menos R$ 70 milhões pertencente ao grupo;Acusado de atuar na compra de criptomoedas para lavar o dinheiro, o homem foi levado pelos suspeitos durante encontro para fechar uma transação com bitcoins em um shopping de São Paulo (SP);Com acesso à localização do celular do corretor, sua esposa desconfiou da movimentação e acionou a Polícia Militar;Os policiais conseguiram resgatá-lo na cidade de Santa Isabel (SP), além de deter as pessoas que o levaram.Carros de luxo foram apreendidos durante a Operação Criptonita. (Imagem: SSP-SP/Divulgação)A apreensão dos quatro suspeitos e de seus smartphones forneceu os dados iniciais da investigação, permitindo chegar a outros indivíduos envolvidos no esquema. Esses últimos foram os alvos da Operação Criptonita.Durante o trabalho, foram confiscados celulares, notebooks, relógios de luxo, carros de alto padrão, equipamentos possivelmente usados em transferências de criptomoedas e uma máquina de contar dinheiro. Entre os detidos, há um guarda civil.Rastreamento das movimentaçõesApós o cumprimento dos mandados, a investigação segue para as próximas etapas. Uma delas é aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pela organização criminosa, segundo o delegado Marcus Vinícius da Silva Reis."As investigações apontam para uma estrutura criminosa que utilizava criptomoedas para ocultar a origem ilícita dos valores e viabilizar a movimentação financeira do grupo", afirmou o titular do 34º Distrito Policial.O trabalho envolveu a participação de 54 policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER). Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também participaram.A Polícia Civil também prendeu, na última semana, suspeitos de praticarem crimes sexuais no jogo Free Fire.