Dólar recua a 5,10 com cessar-fogo entre EUA e Irã

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O dólar à vista perdeu força ante o real, diante das negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.Nesta quarta-feira (8), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%. Na mínima intradia, a moeda chegou aos R$ 5,0656. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "USDBRL", "USDBRL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "e6d689e"} ); O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,83%, aos 99,027 pontos.O que mexeu com o dólar hoje?A atenção dos investidores ficou voltada para o alívio das tensões no Oriente Médio, com tanto o Irã quanto os Estados Unidos sinalizando tratativas de cessar-fogo. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou em postagem no Truth Social que os EUA trabalharão em “estreita colaboração com o Irã”, que, segundo ele, passou por uma mudança de regime que será muito produtiva. Ele ainda disse que segue avaliando o alívio de tarifas e sanções com o país persa.Além disso, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o Irã indicou que poderia entregar seus estoques de urânio enriquecido. Leavitt acrescentou ainda que a transferência é uma das principais prioridades de Trump.Trump afirma que um dos principais motivos para iniciar a guerra era impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear, intenção que o Irã há muito nega.Durante a tarde, porém, o Irã teria voltado a fechar o Estreito de Ormuz, aberto na noite de ontem (7), segundo informações divulgadas pelo G1 e agências estatais iranianas.O país também elevou o tom contra Israel ao ameaçar romper o cessar-fogo firmado na guerra com os Estados Unidos caso os bombardeios israelenses no Líbano não sejam interrompidos.Conforme a agência Fars, Tasnim e PressTV, Teerã suspendeu novamente o trânsito de navios comerciais pela principal rota de petróleo, atribuindo a decisão ao que classificou como “violações israelenses” da trégua.Noticiário localO Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 1,14% em março, deixando para trás a queda de 0,84% no mês anterior, uma vez que tanto os preços ao produtor quanto ao consumidor voltaram a subir em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).O resultado ficou praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 1,12% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,30%O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou nesta quarta-feira (8) que a condução do caso Banco Master ocorreu sob critérios técnicos, sem interferência política, mesmo diante de especulações envolvendo autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.“Especificamente sobre o tema Banco Master, não tratei com nenhum ministro da Suprema Corte”, afirmou em audiência na CPI do Crime Organizado, no Senado. Ele acrescentou que eventuais interações com membros do STF ocorreram em outro contexto, ligado a temas sensíveis e sigilosos, como o caso Magnitsky, e não à situação da instituição financeira.Ao ser questionado diretamente sobre possíveis diálogos envolvendo Moraes, Galípolo foi enfático ao destacar limites legais: “Eu tenho obrigação fiduciária de zelar por esse tipo de sigilo”, disse, indicando que não poderia comentar eventuais informações financeiras de autoridades.Na avaliação do especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, o dólar encerrou a sessão com queda relevante, testando a mínima do ano no intraday, em um movimento global de redução de aversão ao risco após o cessar-fogo entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Além disso, Shahini aponta que o recuo de 13% do petróleo eliminou o risco imediato de choque inflacionário global e pressionou o DXY de forma direta. “O enfraquecimento do dólar favoreceu moedas emergentes de forma ampla, com o real se destacando pela combinação de fluxo para a Bolsa e manutenção de diferencial de juros real elevado frente aos pares. O câmbio operou próximo das mínimas recentes ao longo de toda a sessão, em movimento direcional marcado pelo encerramento de posições defensivas e realocação para ativos de risco”, explica.*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters