O Porto de Santos priorizou a atracação de um navio contendo quase 18 mil toneladas de gasolina, em decorrência dos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã na disposição de combustíveis no território nacional.A APS (Autoridade Portuária de Santos) concedeu prioridade ao navio MH Ibuki, que veio do terminal marítimo Madre de Deus, na Bahia. A justificativa da empresa pública para “furar a fila” se deu pela possibilidade de desabastecimento no Estado de São Paulo.A operação de cabotagem foi concluída no dia 30 de março último, com a descarga de 17.974 toneladas de Gasolina tipo A —equivalente a aproximadamente 600 caminhões tanque. Porto de Itajaí retoma contrato de dragagem após impasse Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, diz estudo Dragagem no Porto de Santos ampliou carga e levou terminal a recorde À CNN, o presidente da APS, Anderson Pomini, explicou que a priorização na fila é uma exceção concedida quando há necessidade de desembarque rápido de determinada carga em função de um evento extremo — como uma possível falta de combustíveis em certa região.“Via de regra, há uma fila que deve ser respeitada, mas a APS analisou o pedido de uma distribuidora e avaliou ser preciso contribuir com as diretrizes federais de ajudar a manter a oferta de combustíveis e não possibilitar o desabastecimento de combustível no Estado de São Paulo, conforme alertou a ANP (Agência Nacional do Petróleo)”, afirmou.Em meio à guerra no Irã, o fechamento do Estreito de Ormuz faz com que as rotas mundiais de petróleo sejam repensadas. Neste contexto, a importação direta da Rússia, por exemplo, ganha força e acaba sendo mais requisitada por outros países. O cenário acaba encarecendo o preço dos combustíveis e leva à reorganização dos países.O combustível que desembarcou em Santos em 30 de março foi proveniente da refinaria de Mataripe, uma das principais unidades de refino do país e a maior do Nordeste. O intuito da vazão com maior velocidade é o rebalanceamento da oferta em São Paulo.A Diope (Diretoria de Operações) da APS tem recebido vários pedidos para priorização de navios com combustíveis , que estão sendo analisados.Apesar da liberação do navio vindo da Bahia, a Diope negou o pedido da distribuidora Ipiranga, que solicitou prioridade, em razão de outras embarcações estarem na frente.“Ou seja, se estamos dando prioridade de atracação para abastecimento para combustíveis, uma carga, também de combustível, não pode passar na frente da outra “, afirmou o diretor de Operações, Beto Mendes.