A Petrobras (PETR4) anunciou nesta segunda-feira (13) que seu conselho de administração aprovou investimentos de R$ 61 bilhões para obra em unidade de fertilizantes e expansão da produção de óleo e gás.Segundo comunicado ao mercado, a empresa vai retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com investimento estimado para a conclusão de cerca de US$ 1 bilhão. O início das operações comerciais está previsto para 2029.CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamenteA decisão acontece após pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a estatal retomasse a produção de fertilizantes, além de ocorrer em um momento em que o país busca reduzir os riscos de abastecimento em meio à guerra no Oriente Médio, que ameaça as entregas de uma importante fonte de importação de fertilizantes.Projeto SeapO conselho da petroleira também aprovou R$ 60 bilhões de novos investimentos para o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), consolidando a iniciativa como uma nova fronteira de exploração de óleo e gás no país. A decisão final de investimento do módulo SEAP I foi validada pelo conselho de administração, após a aprovação do SEAP II, em dezembro de 2025.Juntos, os dois módulos devem produzir mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente, ampliando a oferta nacional de petróleo e gás. O projeto prevê a instalação de duas plataformas do tipo FPSO, com capacidade conjunta de até 240 mil barris de óleo por dia e processamento de 22 milhões de metros cúbicos de gás natural.A estatal destacou ainda que ganhos de escala e revisões contratuais aumentaram a atratividade econômica do empreendimento, viabilizando a negociação das plataformas P-81 e P-87. A produção do SEAP II está prevista para começar em 2030, enquanto o SEAP I deve entrar em operação após 2030.Considerado estratégico, o projeto também inclui a perfuração de 32 poços e a construção de um gasoduto de 134 quilômetros, reforçando a infraestrutura energética e ampliando a oferta de gás natural, especialmente na região Nordeste.Com Reuters e Estadão Conteúdo