HGRU11 cresce em março e mantém distribuição estávelO HGRU11 reportou resultado financeiro de R$ 19,653 milhões em março, crescimento de 12,79% frente aos R$ 17,423 milhões de fevereiro. A evolução reforça a resiliência operacional, mesmo com efeitos pontuais que afetaram a apuração do mês e foram devidamente provisionados pela gestão. Com isso, o fundo mantém sua tese em varejo essencial e contratos de longo prazo.As receitas totais atingiram R$ 26,067 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 6,414 milhões no período. O controle de custos, aliado à estabilidade dos aluguéis, sustentou o avanço do resultado. A administração destacou que parte das oscilações decorrem de ajustes contábeis e temporais, sem alteração nos fundamentos dos ativos.Fundo distribuiu R$ 0,95 por cota em 15 de abrilEm linha com o guidance, o fundo distribuiu R$ 0,95 por cota em 15 de abril, compatível com a projeção divulgada no documento de dezembro de 2025. A comunicação ao mercado reforçou o compromisso com previsibilidade de rendimentos, preservando margem para absorver eventuais sazonalidades. A política busca equilibrar retorno e conservação de caixa.Dois eventos extraordinários afetaram o mês. O primeiro foi o ajuste temporal no repasse excedente de determinados CRIs, gerando variação nas receitas locatícias e nos custos financeiros. O segundo foi a alienação de participações no GARE11, com impacto negativo de R$ 0,06 por cota, movimento classificado como reciclagem de portfólio.Reciclagem de ativos impacta resultado do HGRU11A venda no GARE11 teve como objetivo substituir ativos de custo médio mais elevado, liberando liquidez imediata com efeito limitado no desempenho consolidado. A vacância física permaneceu estável em 0,8%, sem trocas de inquilinos no período. A gestão executou atualizações contratuais sobre 30.340 m² de ABL, reforçando a qualidade das receitas.Estratégia de desinvestimentos e alavancagem controladaA equipe gestora segue com alienações estratégicas, priorizando o conjunto de lojas da Pernambucanas, com meta de negociações acima do valor patrimonial. Essa abordagem busca capturar valorização e ampliar a distribuição aos cotistas. A alavancagem está em 5,6%, nível considerado saudável para crescimento sem pressionar a estrutura.O passivo total soma R$ 301 milhões, oriundo de aquisições imobiliárias, com R$ 59 milhões vencendo em 12 meses. Para cobrir obrigações de curto prazo, o fundo conta com CRIs, renda fixa e outros FIIs. A projeção indica desalavancagem gradual para 5,0% no início de 2027, com tendência de queda nos anos seguintes, preservando o perfil conservador do veículo HGRU11.