O Supremo Tribunal Federal (STF) recusou o pedido de liberdade de um homem preso na cidade de Santos. Tal suspeito responde por lavar dinheiro ilícito com criptomoedas para diversas quadrilhas no país.O ministro Cristiano Zanin negou a solicitação na segunda-feira (20) após analisar as peças do processo. A decisão mantém “R.F.R.” atrás das grades durante as apurações da Operação Narco Azimut.O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas na segunda fase da ação policial em conjunto. A quadrilha movimentou mais de R$ 262 milhões ao longo do ano passado inteiro.Esquema usa moedas atreladas ao dólar, as stablecoins, para esconder fortunas no exteriorOs recursos possuem origem no comércio internacional de drogas e em apostas sem regras claras. Membros do grupo de fraudadores usavam o criptoativo Tether para transferir quantias para os Estados Unidos e a Europa.A Polícia Federal (PF) descobriu as táticas adotadas pelos alvos para dificultar a fiscalização do Estado brasileiro. Desta forma, os suspeitos dividiam os valores em várias contas de pessoas físicas para disfarçar o envio dos fundos.O órgão de acusação detalhou a existência de um núcleo logístico com tarefas bem definidas entre todos. Empresários e influenciadores de internet participaram do fluxo financeiro desenhado para ocultar a origem da fortuna suja.Nova etapa de investigação avança contra empresários e bloqueia saldosA força de segurança deflagrou uma etapa inédita batizada de Narco Fluxo na última quarta-feira (15). Esse passo das autoridades de repressão busca dissolver o núcleo central das finanças da organização criminosa inteira.A Justiça Federal de São Paulo determinou o sequestro de até R$ 934 milhões dos envolvidos nos crimes apurados. Esse congelamento atinge contas em bancos e saldos mantidos em carteiras financeiras de alvos de todo o país.Além disso, o inquérito policial detalha o controle de empresas de tecnologia por parte do acusado preso e sem liberdade. O suspeito “R.F.R.” comandava o trânsito de caixas de companhias de fachada para dar tons amparados por lei aos lucros vindos do crime.Decisão do tribunal superior impede atalho jurídico de acusadosA equipe de defesa de advogados alegou falta de bases concretas para a prisão temporária executada no mês passado. O magistrado da corte em Brasília rebateu o argumento patronal e atestou a validade da restrição cautelar imposta.Zanin apontou a estratégia sem amparo da lei de pedir soltura como um atalho processual pelas defesas. Os alvos devem buscar os caminhos normais nas instâncias de origem em vez de acionar a alta cúpula do judiciário.Pessoas sem experiência não precisam temer o avanço da tecnologia nas transações financeiras pela internet. O formato público das redes de criptoativos entrega rastros abertos para os auditores do governo prenderem os golpistas em suas falhas.Fonte: STF mantém prisão de investigado por lavagem de dinheiro com stablecoin Tether no BrasilVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.