Apesar do esforço do governo, lideranças não acreditam em reversão da desaprovação do presidente entre aos religiososO governo federal vem fazendo várias concessões às igrejas evangélicas, incluindo a distribuição de lotes em assentamentos da reforma agrária para a construção de templos, distribuição de dinheiro para municípios realizarem a “Marcha para Jesus” e fechando acordos com entidades para promover programas de inclusão e qualificação profissional da população.Apesar das benesses, a rejeição a Lula entre os religiosos vem aumentando desde o final do ano passado. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, 15, mostrou que o índice de desaprovação do presidente entre os evangélicos é de 68%, o maior percentual desde julho do ano passado.Desde o início do governo, o Incra assinou termos de autorizações de uso de terras em assentamentos para as igrejas evangélicas. A lista de beneficiadas inclui a Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Batista El-Shadai, Assembleia de Deus e Congregação Cristã no Brasil. Os lotes são entregues de forma gratuita.Mais recentemente, o governo também fez transferências diretas de recursos para eventos religiosos em todo o país. Os ministérios do Turismo e da Cultura assinaram sete convênios para a realização de cinco eventos conhecidos como “Marcha para Jesus” e dois festivais de música gospel.Os convênios garantem repasses de 220 a 450 mil reais para os municípios promoverem os eventos. Já foram enviados recursos para Santa Maria (RS), Ribeirão Claro (PR), Aratuba (CE), Álvares Machado (SP) e Presidente Prudente (SP).No final de 2025, o governo liberou 950 mil reais para ações e festivais de música em Porto Alegre (RS) e Cuiabá (MT).A lista de benefícios inclui ainda a assinatura de acordos para as igrejas evangélicas utilizarem estruturas públicas para os eventos. O Ministério dos Esporte autorizou a Igreja Internacional da Graça de Deus a utilizar a Arena Carioca, no Rio de Janeiro, para o “Outono da Graça de Deus” e o “Mega Help”. Estas autorizações incluem taxas de uso, mas não deixam de ser um privilégio.Em julho do ano passado, o então ministro do Desenvolvimento e Assistência Social Wellingon Dias assinou um protocolo de adesão de 16 entidades evangélicas ao Programa Acredita no Primeiro Passo. O acordo permite que as igrejas participem de ações de inclusão socioeconômica das pessoas inscritas no Cadastro Único.A oposição não acredita que essa incursão do governo reverta o nível de desaprovação do presidente entre os religiosos. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), representante da bancada evangélica, diz que a rejeição a Lula está ligada a fatores como a defesa que o petista já fez do comunismo e do aborto. “O Lula ficou três anos atacando os cristãos. Agora não adianta querer agradar em ano de eleição”, diz o parlamentar.O post Mirando a reeleição, Lula acena com dinheiro e concessões aos evangélicos apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.